CEO do Itaú vê chance de IPO este ano — mas vai depender da eleição
Fluxo estrangeiro de um ano inteiro na bolsa em apenas um mês. Uma empresa brasileira listando ações pela primeira vez em quase quatro anos e uma segunda em vias de fazer o mesmo. "São dois casos que tiveram boa receptividade, então acho que foi um bom teste para o mercado brasileiro, naturalmente", afirmou Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, sobre o recente IPO do PicPay e a oferta em curso do Agibank, ainda em fase de precificação.
O executivo trouxe suas impressões para o mercado de capitais em 2026 durante coletiva de imprensa para falar sobre os resultados do banco no quarto trimestre do ano passado. O jejum de IPOs foi quebrado, mas com listagens no exterior. Maluhy acredita que a seca de ofertas iniciais também pode acabar aqui no Brasil, este ano ainda. Afinal, estamos próximos de começar, por fim, o ciclo de queda de juros (o Itaú aposta em um corte de meio ponto percentual em março). Mas 2026 também é um ano de eleição.
"Ao longo do ano vai ficar mais claro se vai abrir uma janela para IPOs. Se tiver oportunidade, vão ser casos muito específicos e pontuais", afirmou o CEO.
"Talvez abra uma janela após a eleição, com um pouco de previsibilidade, como o investidor gosta".
A previsão para a renda fixa também é promissora, segundo Maluhy. O Itaú tem 26% do market share de emissão e distribuição desses títulos, que viraram alternativa de financiamento das empresas.
"O ano para a dívida foi muito forte, muito ativo, um pouco acima do que era a nossa expectativa, os fundos de crédito crescendo", afirmou.
"Na parte de renda fixa crédito, talvez tenha um pouco menos de volume do que a gente observou no ano passado como um todo".
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