Cessar-fogo entre EUA e Irã desencadeia rali nos mercados
Um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã mudou o rumo dos mercados globais nesta quarta-feira, 8, após dias de tensão no Golfo Pérsico e temor sobre o fluxo de petróleo.
O acordo, condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz, reduziu rapidamente o nível de aversão ao risco e desencadeou um movimento coordenado de alta nas bolsas e queda nas commodities energéticas.
Em Nova York, os futuros apontam para uma abertura forte: o índice Dow Jones avança cerca de 2,4%, enquanto o S&P 500 sobe 2,7%. O Nasdaq 100 lidera os ganhos, com alta próxima de 3,5%.
No mercado de petróleo, a expectativa de normalização do tráfego marítimo na principal rota de exportação do Oriente Médio pressionou os preços para baixo.
O Brent recua cerca de 15%, para a faixa de US$ 94 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, registra queda ainda mais acentuada, próxima de 17%.
A sinalização de que o Irã pode garantir a passagem de navios comerciais — desde que cessados os ataques — pelo Estreito de Ormuz reduz o risco de interrupção na oferta global de energia, um dos principais pontos de volatilidade.
O acordo foi antecipado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que indicou a suspensão das ofensivas militares por 14 dias.
Do lado iraniano, autoridades ligadas ao Conselho Supremo de Segurança Nacional afirmaram estar dispostas a assegurar o fluxo marítimo, desde que haja reciprocidade na redução das ações militares.
Quem também oscilou
Com o cenário menos tenso, o dólar perdeu força frente a uma cesta de moedas, refletindo a migração para ativos mais arriscados.
Nos títulos públicos americanos, o rendimento dos títulos públicos, Treasuries, de dez anos recuou para 4,24%, em meio à reprecificação das expectativas. O ouro, por sua vez, avançou cerca de 3%, negociado a US$ 4.840 a onça.
Mesmo com o alívio geopolítico, o metal continua sendo sustentado por apostas de que a redução das tensões pode diminuir a pressão por juros elevados no cenário global, de acordo com especialistas ouvidos pelo Barron's.
A avaliação entre esses analistas, todavia, é que o movimento atual reflete mais um alívio imediato do que uma solução definitiva.
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