Chefe do Tesouro dos EUA defende ofensiva contra o Irã e fala em 'escalar para desescalar'

Por Da redação, com agências 23 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Chefe do Tesouro dos EUA defende ofensiva contra o Irã e fala em 'escalar para desescalar'

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, defendeu neste domingo, 22, os ataques conduzidos por Washington e por Israel contra o Irã e afirmou que, em alguns casos, é preciso “escalar” o conflito para depois “desescalar”.

A declaração foi dada em entrevista ao programa *Meet the Press*, da emissora NBC News. Segundo Bessent, a Força Aérea e a Marinha do Irã estão “completamente destruídas” e os Estados Unidos têm atacado diariamente mísseis iranianos e instalações usadas para fabricá-los.

Ao comentar a estratégia do governo americano, o secretário afirmou que a ideia de desescalar a guerra não exclui novas ações militares. Segundo ele, ambos os movimentos podem fazer parte da mesma lógica de atuação.

Bessent também disse que os Estados Unidos conduzem uma campanha para enfraquecer fortificações iranianas ao longo do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa 20% do petróleo mundial.

A fala ocorre um dia depois de o presidente Donald Trump ameaçar atacar as centrais elétricas do Irã caso o país não reabra totalmente o estreito em 48 horas.

Mais cedo, as Forças Armadas americanas afirmaram ter reduzido a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação na região, após ataques realizados nesta semana contra um arsenal subterrâneo localizado na costa iraniana.

Desde o início da guerra, as tentativas da Guarda Revolucionária iraniana de bloquear a passagem de navios com cargas que possam beneficiar Estados Unidos e Israel reduziram fortemente o tráfego de embarcações em Ormuz e pressionaram os preços do petróleo.

Na entrevista, Bessent também mencionou a ilha iraniana de Kharg, considerada o centro da indústria petrolífera de Teerã e bombardeada pelos Estados Unidos na semana passada. Ao ser questionado sobre o tema, afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa”, inclusive o envio de tropas americanas para assegurar a ilha.

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