China apresenta novo plano para aumentar reservas de combustíveis e energia limpa
A China anunciou que vai fortalecer as reservas estratégicas de combustíveis fósseis e ampliar a participação das fontes de energia limpa durante o 15º Plano Quinquenal (2026–2030). O plano prevê aumento da produção nacional, expansão da capacidade de armazenamento e novos investimentos em energias renováveis para reforçar a segurança energética do país.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira por Wang Hongzhi, diretor da Administração Nacional de Energia (NEA), durante uma coletiva de imprensa do Escritório de Informação do Conselho de Estado da China. Segundo ele, a segurança energética continuará como uma prioridade estratégica nos próximos cinco anos.
O carvão seguirá como a principal fonte para garantir a estabilidade do abastecimento energético. Por isso, o governo manterá a construção de grandes bases de produção de carvão, de acordo com as condições do país.
Na área de petróleo e gás natural, a China ampliará os investimentos em exploração e produção dentro do território nacional. A meta é manter estável a produção de petróleo e aumentar a oferta de gás natural.
O governo também expandirá as reservas estratégicas de energia. As medidas incluem o fortalecimento da capacidade de armazenamento de petróleo e gás, a ampliação das reservas tecnológicas para produção de combustíveis sintéticos a partir do carvão e a consolidação de um sistema de reserva da capacidade produtiva das minas de carvão para atender situações de emergência.
Além disso, a China acelerará a expansão das fontes de energia não fóssil. O país continuará investindo em energia eólica, solar, hidrelétrica e nuclear, além de avançar na construção de um novo sistema elétrico nacional. O objetivo é fazer com que o crescimento do consumo de eletricidade seja atendido principalmente por fontes de energia limpa.
Segundo Wang, a China também continuará diversificando as importações de energia e ampliará a cooperação com países produtores de recursos energéticos. O governo pretende ainda fortalecer a cooperação internacional para garantir a segurança das rotas globais de transporte de energia.
Durante a coletiva, Wang afirmou que a política energética adotada pelo país permitiu manter o equilíbrio entre oferta e demanda e preservar a estabilidade dos preços no mercado doméstico, mesmo diante das oscilações registradas no mercado global de energia desde o fim de fevereiro deste ano.
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