China cobra respeito a acordos internacionais após fala de Trump sobre Espanha
A China afirmou nesta quarta-feira, 4, que o comércio internacional não deve ser transformado em instrumento de coerção política, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar romper relações comerciais com a Espanha por divergências sobre a guerra no Irã.
A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, em entrevista coletiva. Segundo ela, o comércio “não deve ser utilizado como arma nem como ferramenta de pressão”, ao comentar as falas de Trump no dia anterior.
O presidente americano classificou a Espanha como um aliado “terrível” e afirmou que poderia “cortar todo o comércio” com o país, além de considerar a possibilidade de embargo.
Divergência sobre bases militares e ofensiva no Irã
O pronunciamento ocorre após críticas de Trump ao governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez por não autorizar o uso das bases militares de Rota e Morón em operações relacionadas à ofensiva contra o Irã.
Pequim também reiterou sua posição de que os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã violam o direito internacional e voltou a defender o encerramento imediato das operações militares.
Em resposta às ameaças, o governo espanhol declarou que cumpre integralmente seus compromissos com a Otan e que qualquer revisão na relação bilateral com Washington deve respeitar a legalidade internacional e os acordos firmados entre a União Europeia e os Estados Unidos.
A Comissão Europeia afirmou esperar que Washington honre seus compromissos comerciais e declarou que protegerá os interesses do bloco.
*Com informações da EFE
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