Chris Brown é condenado a pagar R$ 71 milhões após ataque de cão a funcionária
O cantor Chris Brown foi condenado por um júri da Califórnia a pagar cerca de US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 71 milhões) em indenizações à ex-funcionária Maria Avila, atacada por um cão de guarda na residência do artista, em Tarzana, nos Estados Unidos. O caso aconteceu em 2020 e chegou ao fim após cinco anos de disputa judicial.
Ataque deixou sequelas permanentes
Segundo o processo, Maria Avila foi atacada enquanto retirava o lixo da propriedade. O cachorro, chamado Hades, é um pastor caucasiano utilizado para segurança da residência.
A ex-funcionária afirmou que sofreu graves lesões no braço e no rosto, passou por enxertos de pele, recebeu dezenas de pontos e desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático, além de danos nos nervos que dificultaram o retorno ao trabalho.
O júri determinou o pagamento de US$ 12,9 milhões a Maria Avila por negligência. A irmã dela, Patricia Avila, receberá US$ 885 mil por danos emocionais. Já o marido da vítima, Oscar Olivo, foi indenizado em US$ 50 mil.
O advogado de Patricia, Michael C. Murphy Jr. disse à Rolling Stone: “Após mais de cinco anos de litígio contra Chris Brown, estamos muito felizes por termos conseguido justiça para nossa cliente, Patricia. Estamos muito felizes por ela e sua família, depois de tudo o que passaram naquele dia terrível.”
O que a defesa de Chris Brown disse?
Durante o julgamento, Chris Brown reconheceu responsabilidade por negligência, mas contestou a gravidade dos ferimentos apresentados pela vítima. O cantor afirmou ainda que havia orientado Maria e Patricia Avila a evitarem a área externa da casa sem autorização por causa do cão de guarda. As duas negaram que esse aviso tenha ocorrido.
Brown também declarou que colocou o cachorro em uma gaiola logo após o animal ferir Avila e deixou o local antes da chegada da ambulância por receio de que a situação se transformasse em um "circo da mídia" devido à sua fama. Segundo seu depoimento, um integrante de sua equipe acionou o serviço de emergência.
Histórico de processos
Chris Brown acumula um histórico de problemas com a Justiça. Em 2009, ele foi preso por agredir sua então namorada, a cantora Rihanna. Após admitir a culpa, recebeu pena de serviços comunitários, uma ordem de restrição e cinco anos de liberdade condicional. Em 2014, acabou preso por 131 dias após descumprir as condições impostas pela Justiça.
Em 2016, o cantor firmou um acordo extrajudicial para encerrar uma ação movida por um ex-empresário que o acusava de agressão. No ano seguinte, sua ex-namorada Karrueche Tran conseguiu uma ordem de restrição contra o artista.
Em outra frente, Brown responde a uma acusação de agressão contra o produtor musical Abraham Diaw. O caso envolve um episódio ocorrido em 2023 em um clube de Mayfair, em Londres. Preso em 2025, o cantor foi acusado de lesão corporal grave com intenção. Ele se declarou inocente, e o julgamento está marcado para outubro de 2026. O músico Omololu Akinlolu, conhecido como HoodyBaby, também responde ao processo como corréu.
Brown também moveu uma ação por difamação contra uma mulher que o acusou de estupro em um iate em Miami, em 2020. Além disso, processou os produtores do documentário "Chris Brown: Uma História de Violência", pedindo uma indenização de US$ 500 milhões. Em janeiro, um juiz rejeitou essa ação ao considerar que o filme apresentava um retrato equilibrado dos fatos, mas autorizou o prosseguimento do processo por difamação movido pelo cantor contra sua acusadora.
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