Cientistas encontram gene que pode ajudar humanos a regenerar membros
Um conjunto de genes capaz de reconstruir membros perdidos existe em animais tão distantes quanto a salamandra-axolotl e o camundongo.
A descoberta, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), indica que os mecanismos biológicos da regeneração não são exclusivos de espécies com essa capacidade — e podem estar latentes em mamíferos.
Pesquisadores identificaram sequências genéticas compartilhadas entre axolotls, zebrafish e camundongos. A presença dessas sequências em roedores, animais geneticamente próximos aos humanos, é o dado central do estudo.
"Esses achados abrem uma nova linha de investigação para a medicina regenerativa e a terapia genética", afirmou Josh Currie, professor assistente de biologia na Wake Forest University.
Genes compartilhados revelam novos caminhos para regeneração
As salamandras-axolotls são famosas por sua habilidade de regenerar membros inteiros e até partes do coração e cérebro. Zebrafish, por sua vez, têm a capacidade de regenerar nadadeiras, órgãos e até a medula espinhal.
Enquanto isso, os camundongos são modelos mamíferos para estudar regeneração, especialmente nas extremidades dos dedos.
O estudo focou em dois genes específicos, SP6 e SP8, que se ativam no processo de regeneração.
Para investigar seu impacto, os cientistas realizaram experimentos com CRISPR, removendo esses genes de camundongos e axolotls. Como resultado, a regeneração de membros foi comprometida, evidenciando a importância desses genes no processo.
Possível terapia genética para regeneração de membros
Os pesquisadores, então, criaram uma terapia genética baseada na estimulação desses genes, utilizando uma molécula sinalizadora chamada FGF8.
Quando aplicada em camundongos, a terapia resultou em regeneração óssea em dígitos danificados, sugerindo um possível caminho para terapias futuras em humanos.
Apesar de ainda estar em estágio preliminar, a pesquisa mostra que mecanismos regenerativos podem ser ativados em mamíferos e, eventualmente, em humanos.
Cientistas ressaltam que mais estudos serão necessários para desenvolver terapias eficazes para regeneração de membros humanos.
LEIA TAMBÉM:
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: