Ciro Gomes diz que decide até maio se disputa o Planalto ou o governo do Ceará

Por Da redação, com agências 25 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ciro Gomes diz que decide até maio se disputa o Planalto ou o governo do Ceará

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) afirmou neste sábado, 25, que pretende definir até a primeira quinzena de maio se será candidato à Presidência da República ou ao governo do Ceará em 2026. Apesar de não confirmar o rumo, o discurso teve foco nacional, com menções à economia, ao Judiciário e à polarização política.

A fala ocorreu durante encontro de pré-candidatos do PSDB, realizado na cidade de São Paulo. Foi a primeira participação pública de Ciro após receber convite do presidente nacional do partido, o deputado Aécio Neves, para liderar uma eventual chapa presidencial.

Ao tratar da possibilidade de voltar à disputa nacional, Ciro relembrou o resultado da eleição de 2022, quando teve seu pior desempenho entre as quatro campanhas presidenciais que disputou. Segundo ele, o ambiente político daquele pleito dificultou sua participação em condições equilibradas e o afastou da atividade política. Ainda assim, disse considerar o convite da legenda.

Ciro declarou que se sentiu “profundamente humilhado” no último processo eleitoral. "E eu, se tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto dessa quadra política fascista de lado a lado nem para dar os parabéns nem os pêsames." Indicou, porém, que pretende tomar uma decisão definitiva até meados de maio.

A ausência de Aécio Neves no evento foi notada. O dirigente enviou uma mensagem em vídeo aos participantes, reunidos no Clube Juventus, na Mooca, mas não mencionou o nome de Ciro durante a gravação.

Antes mesmo do convite formal, o ex-ministro já havia sinalizado que avaliava a possibilidade de concorrer novamente, destacando a necessidade de dialogar com sua base política no Ceará, estado onde construiu sua trajetória e onde se posiciona como oposição ao governador Elmano de Freitas, do PT.

Críticas à polarização e à política econômica

Durante o discurso, Ciro classificou o momento atual como um dos mais críticos da história recente do país e voltou a criticar a polarização entre Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Liberal (PL). Para ele, há convergência entre os dois campos em temas econômicos como câmbio flutuante, metas de inflação e autonomia do Banco Central.

"Que polarização é essa em que os dois defendem a mesma política econômica? É tudo igual: Lula 1, Lula 2, Lula 3, Dilma 1, Dilma 2, Bolsonaro, Michel Temer. O Brasil precisa de uma alternativa. Agora, eu não sei se sou eu, porque eu cansei. Eu perdi a crença nas mediações brasileiras", disse Ciro.

O ex-ministro também cobrou posicionamento sobre o setor de terras raras, que definiu como estratégico para o futuro econômico.

Sobre o Judiciário, evitou propor mudanças imediatas, mas criticou o que chamou de proximidade política em indicações ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, iniciativas como a abertura de CPIs contra ministros seguidas de apoio a indicações políticas revelam incoerência.

Ao abordar suas prioridades, Ciro indicou a economia como eixo central, mas afirmou que o país precisa de uma mudança mais ampla, condicionada à existência de base social para sustentá-la.

O encontro foi organizado pela Executiva Estadual do PSDB em São Paulo e contou com pré-candidatos a deputado estadual e federal, além de prefeitos, vereadores e lideranças da legenda.

Entre os presentes estavam o presidente estadual do partido, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André; a deputada Ana Carolina Serra; o ex-senador José Aníbal; e o prefeito de Marília, Vinícius Camarinha.

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