CNI propõe 32 medidas para melhorar relação entre Brasil e EUA; veja lista
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou nesta segunda-feira, 11, uma lista de medidas para fortalecer e aprimorar as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos em diversas áreas, como defesa, minerais críticos e inteligência artificial.
A pauta, chamada de Agenda Estratégica da Indústria Brasileira para os Estados Unidos, será debatida nesta segunda no evento Brasil U.S. Industry Day, realizado em Nova York.
Entre as medidas, estão aprofundar a cooperação entre o Senai e entidades americanas em formação técnica, estimular a cooperação em tecnologias de uso civil e militar, negociar um acordo para evitar a dupla tributação e reduzir as barreiras nos EUA a produtos brasileiros.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações industriais brasileiras no exterior. Na última década, foram vendidos US$ 253 bilhões em produtos da indústria brasileira aos EUA, segundo dados da CNI.
Com isso, a indústria foi um dos setores mais atingidos pelas tarifas que o presidente Donald Trump impôs ao Brasil, a partir do ano passado.
Mesmo com os recuos de Trump e decisões judiciais, cerca de 45% das exportações brasileiras não têm sobretaxa. Cerca de 15% estão sujeitos às tarifas da Seção 232 (segurança nacional), como aço, alumínio, autopeças, cobre e alguns setores específicos. O restante tem sobretaxa de 10% com base na Seção 122, segundo dados da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham).
"Se olharmos o perfil das exportações brasileiras para os Estados Unidos, mais de 80% são produtos industriais, da indústria de transformação, que o Brasil não exporta tanto para outros mercados. Isso torna muito difícil substituir o mercado americano, que é o maior do mundo e ocupa um lugar único na pauta exportadora brasileira", disse Abrão Neto, CEO da Amcham, em entrevista recente à EXAME.
As recomendações da indústria foram divididas em nove temas: comércio e acesso a mercado; transformação digital; investimentos e ambiente de negócios; minerais críticos e cadeias produtivas estratégicas; segurança energética e indústria de baixo carbono; complexo econômico-industrial da saúde e inteligência artificial; defesa, aeroespacial e setores de uso tecnológico dual; formação de capital humano em altas tecnologias; e governança e diálogo institucional.
Veja a lista completa de recomendações da CNI:
Comércio e acesso a mercados
Transformação Digital
Investimentos e Ambiente de Negócios
Minerais Críticos e Cadeias Produtivas Estratégicas
Segurança Energética e Indústria de Baixo Carbono
Complexo Econômico-Industrial da Saúde e IA
Defesa, Aeroespacial e Setores de Uso Tecnológico Dual
Formação de Capital Humano em Altas Tecnologias
Governança e Diálogo Institucional
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