Colapso da compaixão: por que até pessoas emocionalmente inteligentes estão exaustas
Ao entrar nas redes sociais, é comum hoje em dia se deparar com notícias sobre crise política, conflito internacional, escândalo e instabilidade econômica. O efeito que isso gera, muitas vezes, não é de estar sempre informado — é de ansiedade, alerta constante e uma sensação difícil de nomear.
Esse padrão tem sido cada vez mais comum: profissionais que trabalham, lideram equipes, cuidam de famílias e, ainda assim, relatam desregulação emocional crescente ligada ao consumo de notícias.
A psicóloga Leah Weiss, professora do programa de Liderança Compassiva da Stanford Graduate School of Business, chama esse fenômeno de colapso da compaixão. As informações foram retiradas de Psychology Today.
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Quando a empatia ultrapassa o limite
Não se trata de indiferença, nem de fragilidade emocional. Segundo Weiss, somos biologicamente incapazes de sustentar exposição contínua a volumes massivos de sofrimento e ameaça. O sistema nervoso entra em hiperativação, a mente permanece em estado de alerta e o corpo perde a capacidade de desacelerar.
Os sinais aparecem no cotidiano, como dificuldade para dormir, irritabilidade no trabalho, sensação constante de urgência, alternância entre sobrecarga emocional e apatia. A pessoa quer se manter informada, quer ser engajada, quer participar — mas começa a perceber que algo está saindo do equilíbrio.
Não é burnout — é sobrecarga emocional
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define burnout como exaustão relacionada ao trabalho. O colapso da compaixão é diferente, ele surge da exposição prolongada à dor coletiva sem tempo suficiente para processamento e recuperação.
Pesquisas sobre o tema mostram que, quando o sofrimento apresentado ultrapassa nossa capacidade de assimilação, a resposta empática diminui. É por isso que campanhas humanitárias costumam contar a história de uma pessoa, não de milhares. Sofrimento em larga escala pode paralisar, não mobilizar.
Essa limitação costuma gerar desconforto. Especialmente para quem se identifica como alguém sensível, consciente ou emocionalmente inteligente.
Inteligência emocional também exige fronteiras
Existe um equívoco comum de acreditar que inteligência emocional significa estar disponível para tudo o tempo todo. Na prática, ela envolve perceber quando a própria capacidade foi ultrapassada.
Quando o consumo de notícias interfere no sono, na concentração ou na qualidade das relações, não é sinal de fraqueza reduzir a exposição, é estratégia.
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A pergunta deixa de ser “quanto eu devo me informar?” e passa a ser “como me informar sem comprometer minha capacidade de agir onde realmente tenho influência?”.
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