‘Com a IA, algo que era muito caro agora está disponível para todos', diz especialista

Por Guilherme Santiago 4 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
‘Com a IA, algo que era muito caro agora está disponível para todos', diz especialista

Paul Ford não é qualquer pessoa no setor de tecnologia. Além de ser um grande desenvolvedor, é ele que está por trás da Aboard, uma agência de software com sede em Nova Iorque. É dessa experiência que vem uma opinião: para ele, a habilidade de programação – que há alguns anos custava alto e era escassa – deve permitir que qualquer pessoa crie os softwares que desejar.

Conhecido por traduzir o setor em linguagem acessível, Ford é um dos entusiastas da chamada programação intuitiva – o uso de IA para escrever código a partir de comandos em linguagem natural. A ressalva é que, na visão dele, isso não significa um futuro em que todos viram programadores.

Em entrevista ao jornalista Peter Kafka, no podcast Channels, o especialista contou que passou a enxergar uma virada concreta no setor quando a IA começou a dar conta das tarefas mais tediosas de código – a base do mercado corporativo de software, que movimenta trilhões de dólares ao ano.

O ponto de inflexão, segundo Ford, veio no fim de 2024, com o lançamento do Claude Code, ferramenta da Anthropic voltada a desenvolvedores. Antes disso, os assistentes do mercado funcionavam como estagiários talentosos: até entregavam, mas exigiam revisão constante e podiam "alucinar" linhas inteiras.

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Com o novo modelo, a qualidade do código gerado em escala surpreendeu até quem já estava no setor há décadas. O próprio Ford diz ter voltado a programar de forma quase compulsiva e tirado da gaveta projetos pessoais parados havia dez anos – e conseguiu fazer isso em apenas um final de semana.

Apesar do entusiasmo, ele evita previsões fáceis. A dúvida que ronda o mercado – se ainda faz sentido manter times inteiros quando um gerente de produto consegue programar o dia todo – não tem, para ele, resposta clara.

O futuro que ele enxerga é o de profissionais conversando com seus próprios sistemas: pedindo o relatório semanal, o painel que faltava, o recurso sob medida. Não como quem programa, mas como quem encomenda.

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