Com carreira em advocacia, este executivo quer levar ética e segurança para a nova era da IA
Se de um lado as empresas brasileiras correm para investir bilhões em inteligência artificial, do outro, o departamento jurídico muitas vezes aperta o freio.
O medo de vieses e vazamento de dados pode paralisar a inovação. Mas, para Luis Fernando Prado, sócio do Prado Vidigal Advogados e conselheiro da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRIA), esse "no-go" é um erro estratégico.
Em entrevista exclusiva à EXAME antes do AI Summit 2026, Prado defende que a segurança jurídica não deve ser uma barreira, mas a fundação para o sucesso econômico.
Além da LGPD: o cenário regulatório em jogo
Com atuação direta nos debates do Projeto de Lei que visa regular a IA no Brasil, Prado destaca que o momento é estratégico.
Segundo ele, não se trata apenas de esperar por uma lei federal, mas de entender como normas já existentes — como a LGPD e resoluções setoriais de órgãos como o Conselho Federal de Medicina — já moldam o uso da tecnologia.
"A interface com a IA hoje é sobre regulação, segurança jurídica e inovação responsável. Nosso papel é assessorar as empresas para que façam essa adoção de maneira ética, sem gerar um medo que impeça o uso", afirma o advogado.
Diferente da imagem tradicional de escritórios de advocacia resistentes à mudança, o Prado Vidigal se posiciona como um player AI-driven. O sócio revela que a tecnologia não é apenas o objeto de estudo, mas uma ferramenta de trabalho diário.
No AI Summit, Prado quer trocar figurinhas sobre como a IA está otimizando a entrega para o cliente final. "Estamos na onda da IA no mercado jurídico, não só assessorando, mas consumindo e acompanhando essas tendências."
Para o especialista, o evento no prédio da EXAME, em 2 de junho, é a oportunidade perfeita para aportar o viés jurídico em conversas de negócios. Ele acredita que a troca de experiências entre quem desenvolve e quem regula é o que garantirá que o resultado da IA seja positivo para a sociedade e lucrativo para as empresas.
"É impossível ir a um evento importante de IA sem voltar mais rico intelectualmente. Alguém sempre trará um viés ou um caso de uso que você não conhecia", conclui.
Quem mais estará no AI Summit?
Entre os participantes confirmados estão lideranças de empresas que estão na linha de frente da implementação de IA no Brasil, além de docentes e pesquisadores reconhecidos do setor. Veja, abaixo, alguns desses nomes.
“O desafio não é mais o que é a IA, mas como extrair valor real dela”, afirma Leonardo Cirino, CMO da EXAME e da Saint Paul. “Reunir esse grupo é essencial. Muitas vezes os gestores enfrentam os mesmos desafios de forma isolada, e perceber que outras lideranças estão lidando com as mesmas questões abre caminhos que não aparecem fora desse tipo de encontro.”
Conheça o AI Summit
O AI Summit, da EXAME e da Saint Paul Escola de Negócios, é uma iniciativa que reúne executivos, gestores e especialistas para debater como a inteligência artificial está redefinindo carreiras, processos e modelos de negócio no Brasil.
O encontro promove imersão estratégica, networking e conexão entre conhecimento técnico e decisão de negócio, com foco em temas como IA agêntica, capacitação de times, governança e impacto setorial.
Data: 2 de junho de 2026
Local: Rua da Consolação 1601, São Paulo - SP
O AI Summit 2026 acontece no dia 2 de junho, no prédio da EXAME, na Rua da Consolação 1601, em São Paulo. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial do evento. Garanta sua vaga aqui.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: