Com drones e fogos, o céu do Rio virou palco da maior campanha de Copa do iFood

Por Camilla Almeida 20 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Com drones e fogos, o céu do Rio virou palco da maior campanha de Copa do iFood

Quem olhou para os céus do Rio de Janeiro após a convocação da seleção brasileira por Carlo Ancelotti na segunda-feira, 19, teve uma surpresa: mais de mil drones iluminaram os céus do Museu do Amanhã em um show de cerca de 10 minutos.

O espetáculo marcou o início da campanha do iFood para a Copa — a maior da história da empresa.

“É o maior investimento da história do iFood em Copa e é a maior campanha da história do iFood, disse Renata Lamarco, Sócia e Diretora de Marketing do IFood, em entrevista à EXAME.

Os bastidores da operação

Ao todo, 35 profissionais participaram da operação, responsáveis pelo controle de voo, monitoramento e sincronização das animações aéreas. Foram utilizados 1.250 drones, sendo 1.200 luminosos e 50 drones de fogos, que formaram no céu imagens dos Canarinhos colecionáveis — outra aposta do iFood para esta Copa, que teve seu lançamento oficial no evento.

Por trás do espetáculo, houve um mês de preparação. O processo envolveu desde a criação da ideia até a análise de viabilidade técnica e a modelagem 3D dos personagens. Depois, softwares transformaram os Canarinhos em coordenadas espaciais distribuídas entre os drones. O maior desafio foi preservar detalhes do mascote usando apenas pontos de luz em movimento, criando elementos como olhos, bico e o movimento das asas.

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Mas um show aéreo vai muito além da programação visual. Só a documentação e as liberações junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) levam cerca de um mês. E, como o Museu do Amanhã fica ao lado do aeroporto Santos Dumont, a coordenação com a torre de controle acontece em tempo real, avisando cada subida e descida dos drones. A documentação emitida para os equipamentos é semelhante à de qualquer aeronave, garantindo que outras operações aéreas saibam da atividade.

No local do evento, também foram necessárias autorizações da Marinha, Polícia Federal, Bombeiros e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Por estar no Píer Mauá, uma área tombada, toda a estrutura precisou ser temporária.

Os preparativos ainda começam cedo no dia do show. Antes da apresentação, a equipe realiza testes de execução, carrega as baterias e posiciona os drones em linha, exatamente na ordem programada no computador. Cada equipamento já “sai da casinha” sabendo o trajeto completo por meio de um QR Code presente em sua caixa.

Drones sendo posicionados dentro de suas caixas antes do show (IFood/Divulgação)

As condições climáticas também entram na conta. Vento, chuva e falhas de sinal são monitorados constantemente. Para reduzir riscos, os drones ficam posicionados com uma distância segura entre si, evitando colisões em casos de rajadas fortes ou problemas de transmissão.

“Assim, é um mês extenso de trabalho pesado, muito pesado. E aqui não é diferente, porque a gente corre risco por conta do período de tempo. Então, chuva, vento, garoa, sinal… a transmissão pode dar problema”, disse Sérgio Twardowski, empresa responsável pela organização do show.

O resultado? Um show com disparos pirotécnicos — realizados pela primeira vez em uma apresentação da empresa com drones — e um espetáculo visual que rapidamente repercutiu nas redes sociais. E o próximo show já tem data marcada: acontecerá no último amistoso da seleção no Brasil antes da Copa, contra o Panamá, no Maracanã, no dia 31 de maio.

Copa, torcida e conexão com a Geração Z

A apresentação no Museu do Amanhã também teve um peso simbólico para o iFood. Esse foi o primeiro grande evento da seleção brasileira no Brasil patrocinado pela empresa, justamente em um dos momentos de maior visibilidade do ciclo da Copa: a convocação dos jogadores.

É também a primeira vez que o iFood patrocina a seleção masculina de futebol. A empresa fechou um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para apoiar as seleções masculina e feminina até 2027. As imagens formadas pelos drones homenagearam justamente os títulos do Brasil ao coro da clássica música "O único penta é o Brasilzão!'’, cantada pelo Movimento Verde e Amarelo.

Movimento Verde e Amarelo se apresenta na convocação da seleção (IFood/Divulgação)

E a escolha pelos drones não aconteceu apenas pelo impacto visual. A tecnologia conversa diretamente com uma aposta estratégica da empresa para os próximos anos. O iFood já realiza entregas por drones e planeja expandir a operação com testes em São Paulo em breve. Hoje, os voos comerciais acontecem em uma rota entre Aracaju e o município vizinho de Barra dos Coqueiros, com capacidade para atender até 280 pedidos por dia.

Para Renata Lamarco, a campanha também tenta capturar um sentimento geracional em torno da Copa. Afinal, parte do público mais jovem nunca viu o Brasil conquistar um Mundial. “É uma Copa que a geração Z nunca viu o Brasil ganhar. Então, o iFood quer muito se aproximar desses jovens, mostrar o orgulho de ser brasileiro e a emoção que é fazer parte dessa torcida incrível."

Para a executiva, a Copa também deve impulsionar momentos de consumo dentro de casa, especialmente durante os jogos à noite, quando amigos e famílias costumam se reunir para assistir às partidas. Nesse cenário, a expectativa do iFood é se aproximar ainda mais dos rituais de Copa do brasileiro e fazer parte dessas ocasiões.

“A gente já apoia o Carnaval há muitos anos, além de outros momentos importantes da cultura brasileira, como festivais de música. E agora, acho que nada é mais relevante do que o futebol para o iFood mostrar que é brasileiro e que está junto dos brasileiros como uma grande torcida”, afirma Renata Lamarco.

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