Com foco na carne bovina, Brasil e Coreia do Sul avançam em negociações
As negociações entre o Brasil e a Coreia do Sul para a abertura do mercado coreano à carne bovina brasileira avançaram. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o país asiático confirmou que realizará auditorias em plantas frigoríficas do Brasil.
“Cumprimos todos os protocolos, e o presidente Lee garantiu de forma expedita que fará auditoria nas plantas frigoríficas brasileiras”, afirmou o ministro em nota nesta segunda-feira, 23.
O Brasil busca a abertura desse mercado desde 2008. No ano passado, o governo brasileiro chegou a iniciar novas tratativas com o país asiático, mas, por razões políticas internas na Coreia do Sul, as conversas não avançaram.
A passagem pela Coreia do Sul integra uma missão do Brasil para destravar mercados na Ásia. Antes, uma comitiva do governo, acompanhada de empresários, esteve na Índia, onde foram fechados alguns acordos, entre eles o de exportação de feijão-guandu.
A participação da Ásia (excluindo o Oriente Médio) nas exportações do agronegócio brasileiro cresceu 2,2% em 2025 na comparação com 2024, atingindo 49,5% do total. Em valores absolutos, os embarques somaram US$ 84 milhões — alta de 5,3%.
Agro brasileiro na Coreia
Além da carne bovina, Fávaro anunciou, como mencionado pelo presidente sul-coreano, a etapa final para a exportação de ovos e a previsão de auditorias para a uva, além da ampliação dos estados habilitados a exportar carne suína ao país asiático.
O governo sul-coreano confirmou o recebimento da documentação necessária para a abertura do mercado de ovos brasileiros, e a emissão do certificado sanitário deve ocorrer nos próximos dias.
“O presidente sul-coreano confirmou que recebeu toda a documentação para a abertura do mercado do ovo brasileiro para a Coreia do Sul. Aguardamos, nos próximos dias, a emissão do certificado”, afirmou o ministro.
Também foi confirmada a realização de auditoria por técnicos sul-coreanos para viabilizar a entrada da uva brasileira no país. A medida integra as tratativas para diversificar a pauta exportadora do Brasil no mercado asiático.
Na área de proteínas, houve avanço no aceite dos processos de ampliação dos estados brasileiros autorizados a exportar carne suína.
Unidades da Federação reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de febre aftosa e de peste suína clássica poderão ter seus sistemas avaliados pela Coreia do Sul. “Um avanço importante para a nossa suinocultura”, disse Fávaro.
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