Comissão Europeia reduz projeção de PIB e vê inflação de 3% em 2026
A Comissão Europeia revisou para baixo as projeções de crescimento da economia da zona do euro para 2026 e elevou as estimativas de inflação, em um cenário marcado pela alta dos preços de energia provocada pela guerra no Oriente Médio.
Segundo o órgão, o Produto Interno Bruto (PIB) dos 21 países que compõem a área do euro deve crescer 0,9% em 2026, abaixo da previsão anterior de 1,2%. Ao mesmo tempo, a inflação foi revisada para cima e deve alcançar 3%, ante estimativa anterior de 1,9%.
A revisão reflete o impacto direto da disparada dos preços do petróleo e da energia, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio. O aumento dos custos energéticos voltou a pressionar a atividade econômica e a confiança empresarial no bloco.
O comissário europeu de Economia, Valdis Dombrovskis, afirmou que o cenário atual representa um “grave choque energético”, agravando um ambiente já considerado instável do ponto de vista geopolítico e comercial.
Atividade do setor privado mostra contração
Os dados mais recentes do índice PMI da S&P Global reforçam o diagnóstico de desaceleração. O indicador aponta que o setor privado europeu voltou a registrar contração em maio, com perda de ritmo em serviços e indústria.
O comportamento sugere uma economia ainda fragilizada, com dificuldades para sustentar a recuperação em meio ao aumento de custos e incertezas externas.
Para 2027, a Comissão Europeia projeta uma leve recuperação do crescimento, com expansão de 1,2% do PIB, ainda abaixo de estimativas anteriores. A inflação, por sua vez, deve desacelerar para 2,3%, aproximando-se da meta de 2% definida pelo Banco Central Europeu (BCE).
Apesar da melhora gradual prevista, o cenário segue condicionado à evolução do conflito no Oriente Médio, considerado o principal fator de incerteza para a trajetória econômica da região.
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