Como a Visa quer usar IA para reduzir custos globais com fraudes

Por Da Redação 1 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Como a Visa quer usar IA para reduzir custos globais com fraudes

A Visa anunciou o lançamento de seis novas ferramentas baseadas em inteligência artificial para modernizar o processo de contestação de cobranças em cartões de crédito, uma operação que envolve consumidores, bancos e comerciantes e que, historicamente, tem sido marcada por etapas manuais e baixa eficiência.

O movimento ocorre em um contexto de crescimento acelerado das disputas financeiras. A escala desse avanço expõe a complexidade operacional enfrentada por instituições financeiras e reforça a necessidade de soluções tecnológicas capazes de lidar com grandes volumes de dados e decisões em tempo real.

IA como infraestrutura

As novas ferramentas fazem parte de uma estratégia mais ampla do setor financeiro de incorporar inteligência artificial em diferentes camadas do negócio.

Instituições já sinalizaram o uso da tecnologia para otimizar estruturas internas. No caso da Visa, a proposta está centrada em tornar o processo de disputas mais ágil e menos oneroso.

Três das ferramentas foram desenvolvidas para comerciantes, com o objetivo de identificar e resolver potenciais conflitos antes que evoluam para contestações formais. A automação permite respostas mais rápidas e oferece informações detalhadas sobre transações, reduzindo a ocorrência de dúvidas por parte dos consumidores.

Um dos pontos críticos do processo atual está no reconhecimento de cobranças. Segundo a empresa, muitas disputas surgem quando o titular do cartão não identifica uma transação no extrato.

Com o uso de inteligência artificial, passa a ser possível enriquecer os dados apresentados, ampliando a clareza das informações disponíveis e reduzindo a necessidade de abertura de contestação.

Automação e análise preditiva no centro da operação

Outras três ferramentas são voltadas para emissores e adquirentes, com foco na análise e resolução dos casos.

A inteligência artificial é aplicada em modelos preditivos que avaliam disputas individualmente, analisam documentos, geram resumos automatizados e preenchem dados de forma assistida.

Além disso, a Visa estruturou uma plataforma unificada para gerenciar todo o ciclo de disputas em um único ambiente, integrando diferentes etapas que antes eram fragmentadas. A centralização tende a reduzir o tempo de resposta e melhorar a coordenação entre os agentes envolvidos.

A adoção desse tipo de tecnologia indica uma mudança no papel da inteligência artificial dentro do setor financeiro, de ferramenta de apoio para elemento central na tomada de decisão operacional.

Ao automatizar tarefas repetitivas e estruturar dados não organizados, a IA passa a atuar diretamente na eficiência do sistema.

Impactos na experiência e na gestão financeira

A empresa também vem ampliando o uso da inteligência artificial em soluções voltadas ao consumidor. Entre elas, está um gerenciador de assinaturas que permite ao titular do cartão cancelar serviços diretamente, sem a necessidade de interação com múltiplos fornecedores.

A integração dessas soluções aponta para um redesenho da experiência financeira, no qual a automação reduz fricções e amplia a autonomia do usuário. Ao mesmo tempo, cria novas demandas por profissionais capazes de interpretar dados, operar sistemas inteligentes e gerenciar processos cada vez mais digitais.

O básico sobre inteligência artificial que todo profissional deveria saber. Veja a explicação prática de Izabela Anholett.

A tendência observada no lançamento da Visa evidencia que a inteligência artificial deixa de ser uma iniciativa isolada para se consolidar como base estrutural das operações financeiras.

Em um ambiente de alta complexidade e volume crescente de transações, a capacidade de utilizar dados de forma estratégica se torna um diferencial competitivo para empresas e profissionais inseridos nesse ecossistema.

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