Como ela transformou um hobby na pandemia em US$ 10 milhões em cinco anos com essa estratégia
O que começou como um hobby resgatado durante a pandemia se transformou em uma operação que hoje supera US$ 10 milhões em vendas.
A Penny Linn Designs, fundada por Krista LeRay, nasceu a partir de uma tela pintada à mão compartilhada com seguidores nas redes sociais e evoluiu para um negócio estruturado, com posicionamento definido e decisões estratégicas claras.
Para profissionais de finanças corporativas, o caso revela como validação de demanda, foco em competências centrais e gestão disciplinada de crescimento podem sustentar uma trajetória acelerada de expansão. As informações foram retiradas de Business Insider.
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Da validação orgânica à virada estratégica
Krista LeRay teve o primeiro contato com o bordado na faculdade, mas o hobby ficou em segundo plano até 2019, quando produziu uma almofada bordada para o próprio casamento. Em 2020, com mais tempo disponível durante a pandemia, começou a pintar suas próprias telas, insatisfeita com os modelos disponíveis no mercado.
À época, LeRay já tinha experiência empreendedora digital. Após se formar em 2013, trabalhou na Major League Baseball, mas mantinha um blog que se tornou financeiramente mais rentável do que o emprego corporativo. A migração para o empreendedorismo em tempo integral veio antes da Penny Linn.
A virada ocorreu quando compartilhou uma tela pintada à mão com seus seguidores. A demanda surgiu de forma direta. Clientes começaram a perguntar se poderiam comprar as telas para bordar. O interesse recorrente indicava oportunidade real de mercado.
Até 2022, a receita com as telas já se equiparava à do blog. No mesmo ano, após o nascimento do primeiro filho, LeRay decidiu concentrar totalmente sua energia na Penny Linn Designs.
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Crescimento com foco e decisões de alocação
Ao estruturar a empresa, LeRay adotou uma postura estratégica clara. A marca se posiciona como “for a stitcher by a stitcher”. Todos os produtos são desenvolvidos com base no que ela mesma gostaria de bordar.
O portfólio prioriza telas menores, mais acessíveis e de execução mais simples. A decisão reduz barreiras de entrada para iniciantes e amplia o público consumidor. Projetos maiores, como meias de Natal, permanecem fora do foco inicial.
Outra escolha relevante foi não oferecer serviços de finalização dos bordados. Segundo LeRay, a empresa só investe em áreas nas quais possui confiança técnica. Expandir para uma frente considerada imatura poderia comprometer padrão de qualidade e reputação.
Para a gestão financeira, a estratégia demonstra disciplina na alocação de capital e controle de escopo operacional. Crescer não significa diversificar indiscriminadamente.
Gestão de risco reputacional e tomada de decisão
A experiência anterior como blogueira ajudou LeRay a lidar com exposição pública e críticas. Ela criou a própria regra das 24 horas para lidar com comentários negativos.
Ao se deparar com críticas, analisa se são válidas. Caso sejam, permite-se 24 horas para absorver o impacto antes de decidir se fará ajustes. Caso contrário, descarta o comentário.
A prática reduz decisões impulsivas e protege a coerência estratégica. Em ambientes digitais, onde reputação influencia diretamente vendas, governança emocional torna-se componente relevante da gestão.
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Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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