Como ficou o patrimônio de Eike Batista após o colapso das empresas "X"

Por Caroline Oliveira 11 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Como ficou o patrimônio de Eike Batista após o colapso das empresas

O patrimônio de Eike Batista, que já chegou aos US$ 30 bilhões no auge do império EBX, encolheu drasticamente após o colapso das empresas “X” (OGX, MMX, OSX e LLX). Atualmente, o ex-bilionário se dedica a mentorias sobre empreendedorismo e às redes sociais. Seu estilo de vida é bem diferente do que tinha nos anos 2000. Eike acumulava uma coleção de carros de luxo, como Lamborghinis e McLarens, e agora dirige um SUV elétrico.

No final do ano passado, o empresário voltou a chamar atenção ao comentar, em um vídeo publicado no Instagram, a possível venda de um megaprojeto avaliado em cerca de R$ 26 bilhões. Trata-se de dois empreendimentos idealizados durante o período de ouro do grupo EBX: o Porto Sudeste, no Rio de Janeiro, e a mina Morro do Ipê, em Minas Gerais.

Segundo o empresário, os projetos devem ser negociados em 2026 por cerca de US$ 5 bilhões. “Só os royalties anuais ultrapassam 150 milhões de dólares”, afirmou Eike no vídeo.

Também em 2025, durante o 23º Fórum Empresarial, no Rio de Janeiro, o empresário anunciou seu mais recente projeto, o desenvolvimento da chamada “Supercana”, uma variedade de cana-de-açúcar que promete maior produtividade.

Embora tente recuperar parte do prestígio e voltar aos negócios, Eike ainda enfrenta um futuro incerto, com dívidas bilionárias e processos judiciais em andamento.

Queda do Império

Em 2012, Eike Batista figurava como o homem mais rico do Brasil e a 7ª pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 30 bilhões, segundo a revista Forbes. No coração do seu império "X", estava a petroleira OGX, criada para explorar o potencial do pré-sal brasileiro.

A expectativa em torno da OGX era tanta que a empresa chegou a ser tratada como uma futura rival da Petrobras, com a promessa de encontrar reservas gigantescas. O tão sonhado "mar de petróleo" não virou realidade, e a companhia começou a reconhecer que vários campos tinham produção muito abaixo do esperado em 2012.

A derrocada da OGX desencadeou um efeito dominó sobre o restante do grupo EBX. Outras empresas com o “X” no nome, como a mineradora MMX, a empresa de construção naval OSX e a LLX (de logística portuária), passaram a ser pressionadas por credores, revisões de planos de investimento e perda acelerada de valor na bolsa. Em poucos anos, projetos que haviam sido apresentados como potenciais brasileiros se viram em meio a reestruturações profundas, vendas de ativos e processos de recuperação judicial. O que era vendido ao mercado como um conglomerado integrado de petróleo, mineração, logística e energia se transformou, na prática, em um caso emblemático de destruição de valor e de perda de confiança de investidores.

Com a queda das empresas "X", a fortuna do empresário encolheu para cerca de R$ 3 bilhões, aproximadamente 10% do que era pouco mais de um ano antes. Sem a confiança do mercado, Eike começou a vender bens e perdeu o controle de suas companhias.

Em 2014, o empresário declarou ter patrimônio líquido negativo de US$ 1 bilhão.

Em 2021, a mineradora MMX faliu. Para conter os prejuízos, Eike vendeu ativos como a LLX e a MPX.

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