Como o RH está usando dados para evitar contratações erradas por meio desta tecnologia

Por Victoria Rodrigues 28 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Como o RH está usando dados para evitar contratações erradas por meio desta tecnologia

A contratação de talentos deixou de ser um processo baseado na intuição para se consolidar como uma disciplina estratégica. Em um mercado dinâmico, a habilidade de prever o comportamento dos colaboradores e identificar quem de fato se alinha à cultura organizacional tornou-se o principal diferencial entre a estagnação e o crescimento sustentável.

O relatório 2023 High-Impact People Analytics, realizado pela Deloitte com mais de 400 organizações em 18 países aponta que o percentual de empresas nos níveis mais altos de maturidade na análise de dados saltou de 18% em 2020 para 40% em 2023.

Esse avanço reflete a urgência corporativa em contratar talentos qualificados e diminuir o turnover (a rotatividade de funcionários)

A matemática por trás da retenção de talentos

Contratar um profissional desalinhado gera custos que vão muito além dos gastos financeiros com rescisões e novos processos seletivos. Há um desgaste na produtividade da equipe e no clima organizacional.

Desse modo, o uso de ferramentas como People Analytics, que coleta e analisa dados aplicados à gestão de pessoas, surge como uma resposta eficaz para solucionar essa ineficiência.

A precisão nas contratações funciona como um filtro preventivo. Ao cruzar variáveis de desempenho histórico, competências técnicas e perfis comportamentais, os algoritmos conseguem prever o risco de desligamento precoce antes mesmo da assinatura do contrato.

Como consequência direta, as empresas selecionam candidatos com maior probabilidade de permanência e evolução interna. De acordo com o levantamento da Deloitte, as organizações que atingiram o topo dessa maturidade analítica são 3,5 vezes mais propensas a manter dados altamente precisos sobre suas equipes.

O limite do algoritmo e o desafio da conexão humana

Se por um lado a inteligência artificial e a análise prévia oferecem maior precisão, por outro, a automação do recrutamento tem a desvantagem de perder a conexão com o candidato.

Quando os profissionais interagem exclusivamente com plataformas automatizadas, questionários eletrônicos e entrevistas gravadas sem o contato humano, o engajamento com a empresa não é incentivado, impedindo que o candidato sinta os valores da empresa.

Quando os dados encontram talentos

Nesse cenário, iniciativas como a Conferência de Carreira Na Prática ganham relevância para empresas que buscam equilibrar eficiência, critério e contato humano no recrutamento. O evento conecta organizações a jovens talentos previamente selecionados e preparados para conversas com recrutadores, em um ambiente estruturado para acelerar decisões sem abrir mão da avaliação presencial.

As empresas participantes têm acesso a perfis qualificados, informações sobre interesses profissionais e espaços para entrevistas imediatas, além de poderem fortalecer sua marca empregadora junto a jovens de alto potencial.

Participe da Conferência de Carreira e fortaleça sua estratégia de atração de talentos

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