Como um investidor bilionário conseguiu levantar US$ 50 milhões com apenas cinco telefonemas

Por Da Redação 9 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Como um investidor bilionário conseguiu levantar US$ 50 milhões com apenas cinco telefonemas

Em janeiro deste ano, Zal Bilimoria começou a fazer ligações. Cinco telefonemas depois, ele já tinha levantado US$ 50 milhões - o valor do quinto fundo da Refactor Capital, sua empresa de investimentos em startups. O dinheiro veio só de quem já investia com ele, e Bilimoria afirma que precisou recusar ofertas de novos investidores para não deixar o fundo grande demais para gerir sozinho.

Ele contou a história em entrevista ao Business Insider. Com o novo fundo, a Refactor agora administra cerca de US$ 300 milhões. A estratégia segue a mesma desde a fundação, há aproximadamente dez anos: colocar entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões em startups que estão começando. O foco, segundo ele, é tecnologia ligada ao mundo físico.

E a lista de áreas é ampla. Bilimoria diz olhar para empresas de biotecnologia voltadas a fertilidade e imunidade, robótica, energia, setor aeroespacial, matérias-primas estratégicas e infraestrutura de inteligência artificial. O que une todas é o fato de não serem empresas só de software — produzem coisas no mundo real.

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A volta do hardware aos olhos de quem investe

O momento ajuda. Depois de anos em que praticamente todo o dinheiro de investidores em startups foi para empresas de software, a inteligência artificial aplicada a indústrias físicas voltou a atrair grandes nomes. A Prometheus, nova empresa de Jeff Bezos voltada ao uso de IA em fábricas e outros setores industriais, foi avaliada recentemente em US$ 38 bilhões. Só em abril, startups desse tipo receberam cerca de US$ 5,3 bilhões, segundo a plataforma Crunchbase.

Bilimoria afirma atuar na área desde antes da moda. "Já invisto em tecnologia de ponta há doze anos", disse ele ao Business Insider. "É ótimo dar as boas-vindas a todos esses outros investidores, porque há muitos negócios enormes a serem construídos."

Antes de virar investidor, ele trabalhou como gerente de produto em Google, Netflix e LinkedIn. Em 2015, ajudou a Andreessen Horowitz — uma das maiores empresas de investimento em startups do mundo — a criar seu primeiro fundo voltado à biotecnologia. Naquela época, era um movimento ousado: a Andreessen era conhecida por apostar quase só em software. Pouco depois, ele saiu para abrir a Refactor. O nome vem do mundo da programação. "Refatorar" é reescrever um código de computador para deixá-lo mais limpo, sem mudar o que ele faz. A ideia, segundo Bilimoria, é apoiar empreendedores que estão "refatorando o mundo real".

Seis unicórnios e a decisão de continuar sozinho

No portfólio da Refactor há seis empresas que já passaram da marca de US$ 1 bilhão em valor — categoria conhecida como unicórnio. Entre elas estão a Solugen, fabricante de produtos químicos sustentáveis, e a Astranis, startup de satélites. Para escolher onde colocar dinheiro, Bilimoria diz observar uma coisa só: se o empreendedor consegue atrair, ao mesmo tempo, três tipos de pessoas — clientes, profissionais talentosos e outros investidores.

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No último ano, o ritmo de investimentos aumentou. Foram 11 aportes, contra a média de sete ou oito anuais. Foi esse volume que antecipou o cronograma do novo fundo. A captação só estava prevista para o fim do ano, mas Bilimoria decidiu testar o interesse dos investidores em janeiro — e fechou tudo em poucos dias.

Outro ponto que a entrevista revela é a recusa em transformar a Refactor em uma empresa grande. Nos primeiros anos, sócios e conhecidos sugeriram que ele contratasse uma equipe, formasse um time de analistas e expandisse a operação. Bilimoria recusou. Diz não querer gastar o dia recrutando, gerenciando ou demitindo gente.

A escolha rendeu um apelido entre os empreendedores que ele apoia: "Better Call Zal", referência à série derivada de Breaking Bad sobre o advogado a quem se recorre quando o problema é grande. O nome, segundo ele, nasceu depois que um empreendedor — em meio a uma negociação para receber um novo investimento — o ligou dez vezes em um único dia pedindo conselhos. Ao fim do expediente, avisou que tinha mudado o nome do contato dele no celular.

"Passo o máximo de tempo possível com meus empreendedores", disse Bilimoria ao Business Insider.

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