Conflito no Irã: ataques de drone, pedido de desculpas e pressão de Trump marcam oitavo dia

Por Ana Dayse 7 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Conflito no Irã: ataques de drone, pedido de desculpas e pressão de Trump marcam oitavo dia

A guerra no Irã completa oito dias semana neste sábado, 7, marcada por uma rápida escalada militar entre Irã, Israel e Estados Unidos, pedido de desculpas do presidente do Irã em meios aos ataques, ameaças em diferentes países do Oriente Médio, impactos diretos na segurança regional e no comércio global de petróleo.

Confira os principais acontecimentos.

Ataque inicial mata líder supremo do Irã

O conflito começou em 28 de fevereiro, quando ataques coordenados de Israel e dos Estados Unidos atingiram alvos estratégicos no Irã e resultaram na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, a autoridade com cargo mais alto no país.

A morte do governante de 86 anos, que detinha o poder há quase quatro décadas, desencadeou uma crise imediata na região. O governo iraniano prometeu retaliação e iniciou ataques com mísseis e drones contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases militares americanas.

Após a morte de Khamenei, o Irã entrou em um período de transição política. O presidente Masoud Pezeshkian passou a exercer a liderança do país enquanto o regime reorganiza sua estrutura de poder.

Conflito se espalha para Líbano e outros países da região

Com o avanço da guerra no Irã, o conflito se expandiu para o Líbano, onde o grupo Hezbollah — aliado de Teerã — iniciou ataques contra Israel.

Israel respondeu com bombardeios em áreas ligadas ao Hezbollah, incluindo subúrbios de Beirute, provocando destruição em bairros residenciais e deslocamento de civis.

Na terça-feira, 3, o embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, pediu ao Líbano que "aja agora para evitar uma escalada ainda maior" no país, contendo o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Drone explode perto do aeroporto de Dubai e pedido de desculpas de presidente do Irã

A tensão regional aumentou quando destroços de um drone atingiram áreas próximas ao Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O incidente levou à interrupção temporária de voos, antes de as operações serem parcialmente retomadas pelas autoridades locais.

Entretanto, alguns minutos antes do ataque, em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Pezeshkian pediu desculpas aos países vizinhos atingidos por ataques iranianos e afirmou que o Irã não pretende atacar nações da região, a menos que seja alvo de novas agressões.

Aeroporto de Teerã pega fogo após novos ataques na guerra do Irã

O aeroporto de Mehrabad, em Teerã, no Irã, amanheceu em chamas após novos bombardeios registrados nas primeiras horas de sábado, 7, no horário local. Explosões e colunas de fumaça foram vistas em diferentes áreas da capital iraniana.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o aeroporto atingido pelas ofensivas, enquanto a mídia estatal do país confirmou ataques aéreos na cidade. A nova escalada ocorre em meio à intensificação da guerra do Irã.

Segundo relatos, o Irã também respondeu com ataques contra Tel Aviv, e explosões foram vistas no céu da cidade. Na Arábia Saudita, autoridades afirmaram ter interceptado quatro drones que seguiam em direção a um importante campo petrolífero.

🚨Tonight in Tehran…

An Iranian Air Force Boeing 747 is reportedly burning on the tarmac at Mehrabad Airport after U.S. and Israeli strikes.

That is not just an airplane.

It is one of the few long-range logistics aircraft Iran still operates… a relic fleet inherited from the… pic.twitter.com/EeERN4D0P9

— A Gene Robinson (@AlBuffalo2nite) March 7, 2026

Trump exige rendição incondicional do Irã; presidente recusa

Na sexta-feira, 6, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não aceitará nenhum acordo com o Irã, exceto uma “rendição incondicional”.

Segundo Trump, os Estados Unidos pretendem continuar a ofensiva militar até que o governo iraniano aceite mudanças políticas.

O presidente americano também afirmou que o Irã “não é mais o valentão do Oriente Médio” e advertiu que o país poderá ser atingido “com muita força” em novos ataques.

Neste sábado, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, rejeitou a exigência de rendição incondicional feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando a proposta como um “sonho”. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, ele afirmou que o país “jamais capitulará”.

Mais de 1.300 civis mortos na guerra no Irã

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que 1.332 civis morreram desde o início da guerra do Irã após ataques de EUA e Israel.

Segundo autoridades iranianas, mulheres e crianças estão entre as vítimas, e milhares de pessoas ficaram feridas.

O governo iraniano acusa as forças ocidentais de atingir infraestruturas civis, incluindo hospitais e escolas.

Os Estados Unidos negam ataques deliberados contra civis, mas investigam um bombardeio que teria atingido uma escola feminina, deixando mais de 160 mortos, segundo autoridades do Irã.

EUA dizem ter atingido mais de 3.000 alvos no Irã

O Comando Central dos EUA informou que as forças americanas já atingiram mais de 3.000 alvos militares e estratégicos no território iraniano desde o início da guerra.

Segundo os militares, os ataques têm como objetivo desmantelar o aparato de segurança do regime iraniano.

A operação também teria danificado ou destruído 43 embarcações ligadas a estruturas militares.

Israel também sofre ataques com mísseis e drones

Durante a semana, sirenes de alerta e explosões foram registradas em várias cidades israelenses, incluindo Jerusalém e Tel Aviv, após ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã.

Um ataque no domingo deixou nove mortos e 27 feridos na cidade israelense de Beit Shemesh.

Israel ativou seu sistema de defesa antimísseis para interceptar parte dos projéteis.

Guerra no Irã afeta comércio global e petróleo fica quase 30% mais caro

A guerra também impactou o comércio global de petróleo. Isso porque, cerca de mil embarcações ficaram paradas no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte do produto no mundo.

Dados de empresas de monitoramento marítimo indicam que o tráfego no estreito caiu cerca de 90% em relação à semana anterior, devido ao risco de ataques.

O barril do Brent fechou a sexta-feira, 6, a US$ 92,69, uma alta de quase 28% na semana. Já o WTI terminou o dia a US$ 90,90, com avanço semanal de mais de 35%. Em poucos dias, o petróleo ficou mais de US$ 20 por barril mais caro e, desde o início do ano, a valorização já supera US$ 30.

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