Conflito no Oriente Médio acelera corrida por carros elétricos em até 75%

Por Letícia Ozório 23 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Conflito no Oriente Médio acelera corrida por carros elétricos em até 75%

A escalada dos preços do petróleo, resultado da guerra envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, está mudando rapidamente o mercado automotivo mundial.

Em meio à disparada dos combustíveis fósseis, consumidores têm buscado alternativas mais baratas e sustentáveis, e os veículos elétricos despontam como protagonistas dessa transição.

Segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), quase 30% dos carros vendidos globalmente em 2026 deverão ser elétricos.

O estudo, divulgado pelo site Climate Change News, aponta que a interrupção na oferta de petróleo foi a maior já registrada na história do setor.

Nos primeiros três meses do ano, as vendas de elétricos dispararam: alta de 75% na América Latina, puxada por Brasil e México; crescimento de 80% em países asiáticos fora da China; e avanço de quase 30% na Europa. A expectativa global é de 23 milhões de unidades comercializadas em 2026, o equivalente a 28% das vendas de veículos leves no planeta.

Vantagem econômica e energética

Para a IEA, a crise reforçou um dos principais atrativos dos elétricos: a menor dependência do petróleo. “A crise energética causada pela guerra põe em evidência os benefícios de dirigir um carro elétrico”, afirmou Araceli Fernandez, chefe da unidade de inovação tecnológica da agência. Ele destacou que o cenário atual criou um “potencial adicional de crescimento” para o setor.

Apesar disso, Fernandez lembra que parte dos efeitos pode demorar a aparecer, já que a entrega dos veículos depende de prazos de produção e de políticas de incentivo em cada país.

Regiões altamente dependentes da importação de combustíveis fósseis foram as primeiras a acelerar políticas de eletrificação.

No Sudeste Asiático, governos ampliaram incentivos fiscais diante da alta da gasolina e do diesel.

China consolida liderança

O Vietnã já registrava, em 2025, quase 40% das vendas de carros em versão elétrica, impulsionado pela montadora local VinFast e pela entrada de fabricantes chineses.

Na América Latina, Brasil e México lideraram a expansão neste início de ano, embora o relatório não detalhe números individuais de cada mercado.

A análise também reforça a posição da China como potência industrial do setor. Em 2025, fabricantes chineses responderam por 60% das vendas globais de elétricos.

Em muitos casos, os modelos já custam menos do que equivalentes a gasolina ou diesel, consolidando o país como epicentro da transição energética.

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