Consórcio da Azevedo e Travassos vence leilão da Rota Mogiana por R$ 1,08 bi
O Consórcio Rota Mogiana venceu nesta sexta-feira, 27, o leilão da concessão rodoviária do Lote Rota Mogiana do governo de São Paulo.
O grupo, composto por Azevedo e Travassos e a Quimassa Infraestrutura, ofereceu uma outorga de R$ 1,08 bilhão, ágio de 187.037,54%.
Disputado, o certame contou com outras três participantes: a Motiva, ex-CCR, a EPR, e a MC Brazil Concessões Rodoviárias, empresa ligada ao fundo Mubadala.
Segundo o edital, o vencedor seria aquele que oferecer o maior valor de outorga. O valor mínimo era de R$ 579 mil.
O lote de 520 quilômetros abrange rodovias nas regiões de Campinas, Mogi Guaçu, Casa Branca e São João da Boa Vista.
O projeto absorve os trechos atualmente sob concessão da Renovias e novas vias do DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo). A nova operadora deve assumir o sistema a partir de julho de 2026, quando se encerra o contrato atual.
No pacote de obras estão previstas duplicações, implantação de faixas adicionais, adequação de acostamentos, construção de passarelas e modernização de acessos.
O projeto inclui ainda instalação de barreiras e defensas metálicas, sonorizadores em trechos de maior fluxo e reforço da sinalização e da iluminação em pontos considerados críticos.
Outro eixo é a construção de um novo contorno viário em Águas da Prata, com o objetivo de retirar o tráfego pesado do perímetro urbano da SP-342 e reorganizar a circulação local.
O contrato também prevê a implantação do sistema de pedágio eletrônico Siga Fácil, modelo free flow, sem cancelas, que permite a cobrança automática por meio de pórticos ao longo da via. A proposta elimina paradas obrigatórias, mas amplia o uso de cobrança proporcional ao trecho percorrido.
Redução de tarifa e padronização por quilômetro
Já no início da nova concessão, haverá redução nas tarifas das praças atualmente existentes, segundo o governo estadual. Em Jaguariúna, a queda estimada é de até 29%. Também estão previstas reduções de 27% em Águas da Prata, 26% em Estiva Gerbi e 20% em Espírito Santo do Pinhal e Itobi.
Em Casa Branca, a redução indicada é de 13%; em Mococa, 9%; e em Aguaí, 5%. A maior parte das praças terá diminuição imediata da tarifa-base na largada da operação.
O governo afirma que a medida integra a política de padronização do valor por quilômetro rodado nas concessões estaduais, com tarifa menor por km. A estratégia busca uniformizar contratos antigos e novos, mas também altera a lógica de cobrança em corredores que passam a ter pedágio eletrônico e novos pontos tarifários ao longo do sistema.
Metodologia iRap
Entre as diretrizes do edital está a adoção da metodologia iRAP, sigla para International Road Assessment Programme, programa internacional de avaliação de segurança viária. O modelo já avaliou mais de 1,3 milhão de quilômetros de rodovias no mundo e estabelece classificação de risco de 1 a 5 estrelas para cada trecho analisado.
A metodologia se apoia em quatro protocolos: mapeamento de risco, acompanhamento de desempenho, classificação por estrelas e definição de planos de investimento. A nota técnica do governo afirma que a ferramenta permite priorizar intervenções com base em evidências, a partir de diagnóstico detalhado de cada segmento rodoviário.
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