Consórcio liderado pela Zetta vence leilão de R$ 6 bi da nova sede do governo de SP
O Consórcio MEZ-RZK Novo Centro venceu o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) para construção e operação do Novo Centro Administrativo estadual.
O grupo é composto pela Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property.
A oferta foi de 9,62% de desconto sobre a contraprestação mensal que será paga pelo governo do estado para a concessionária, fixada em R$ 76,6 milhões.
A outra participante do certame, o consórcio Acciona-Construcap, formado pela espanhola Acciona e pela Construcap, ofereceu 5% de desconto.
O projeto prevê um total de R$ 6 bilhões em investimentos, sendo R$ 3,4 bilhões aportados pelo governo estadual e R$ 2,7 bilhões pelo parceiro privado vencedor da disputa.
O leilão ocorreu em meio a protesto de movimentos por moradia e pessoas que vivem no centro de São Paulo. Eles questionam desapropriações que devem ocorrer por conta da reforma.
A previsão é que pelo menos 600 famílias serão desapropriadas com a nova sede do governo. A Polícia Militar reforçou a segurança do entorno da B3, que também passa por reformas.
A disputa estava inicialmente previsto para o fim de 2025, mas foi adiado e teve o edital republicado após empresas interessadas solicitarem mais prazo para concluir garantias e documentação.
Como será a nova sede do governo de SP
O novo complexo, com mais de 250 mil metros quadrados, reunirá o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais hoje espalhados por mais de 40 endereços e concentrar cerca de 22 mil servidores. A estrutura será implantada no entorno da Praça Princesa Isabel.
Nova sede do governo: leilão será disputado por dois consóricos (Ópera Arquitetura/Divulgação)
Segundo a administração estadual, a mudança busca modernizar a gestão pública e reduzir custos administrativos, além de impulsionar a atividade econômica e requalificar a região central, frequentemente associada à degradação urbana e à precariedade social.
O projeto inclui o restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação em mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel. Estão previstos ainda 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços, além da construção de um novo terminal de ônibus integrado à Estação Luz do Metrô e da CPTM.
A nova estrutura também contará com teatro, auditórios, salas multiuso e outros espaços de uso institucional.
Centro administrativo e requalificação urbana
O plano do governo prevê que a transferência do gabinete e das secretarias para os Campos Elíseos funcione como eixo de reorganização da região. A proposta combina concentração administrativa com intervenções urbanas, preservação de patrimônio histórico e ampliação de áreas verdes.
Ao centralizar órgãos hoje distribuídos em dezenas de prédios alugados ou próprios, o governo afirma que pretende racionalizar estruturas, reduzir despesas e fortalecer a presença institucional no centro da capital.
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