Contra calor 'infernal' da Copa, Argentina usa 'coletes de gelo' da Fórmula 1

Por Luiz Anversa 22 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Contra calor 'infernal' da Copa, Argentina usa 'coletes de gelo' da Fórmula 1

As temperaturas elevadas nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo têm feito com que algumas seleções encontrem alternativas nas novas tecnologias.

Chamou a atenção uma publicação no Instagram da seleção da Argentina com os jogadores utilizando coletes especiais para resfriar a temporada corporal do elenco no treinamento de reapresentação. Em Kansas City, local onde os argentinos realizam os treinamentos, os termômetros chegaram a 36ºC.

O acessório, que também foi utilizado por Espanha e Alemanha, é uma tecnologia desenvolvida pela adidas para ajudar os atletas a enfrentar o calor. Esses coletes são idênticos aos usados pelos pilotos de Fórmula 1 em circuitos que chegam a altas temperaturas durante o calendário.

Os coletes são compostos por um gel que é congelado antes da utilização, que obviamente descongela durante o uso dos atletas, proporcionando uma técnica de resfriamento para regiões como tronco, abdômen e costas, que auxiliar na redução da temperatura corporal.

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Estratégia para se resfriar

Mirian Mota, fisioterapeuta esportiva especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), afirma que o uso de colares ou coletes de gelo, toalhas úmidas ou compressas de gelo ao redor do pescoço é classificado como uma estratégia de resfriamento ativo.

"Esses são mecanismos complementares frequentemente combinados com a ingestão de bebidas geladas ou raspadinhas de gelo (slushies) antes e durante o exercício, e a aspersão de água na pele para facilitar o resfriamento evaporativo. Estima-se que atletas que utilizam estratégias de resfriamento ativo ao transitar do risco moderado para o alto possam manter a temperatura central cerca de 0,5 °C mais baixa do que aqueles que não as utilizam", explica.

Ainda de acordo com Mirian Mota, as diretrizes da Sports Medicine Australia sugerem que, conforme o risco térmico aumenta (nível "Alto" ou "Extremo"), a simples hidratação não é mais suficiente, tornando o resfriamento ativo indispensável para evitar o colapso cardiovascular. "Essas intervenções auxiliam na recuperação imediata ao reduzir a demanda sobre o coração, que precisa bombear sangue com menos intensidade para a periferia (pele) se o corpo for resfriado artificialmente, preservando o fluxo sanguíneo para os músculos ativos."

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