Corinthians demite Dorival Júnior após sequência negativa no Brasileirão
O ciclo de Dorival Júnior no comando do Corinthians chegou ao fim. O clube oficializou o desligamento do treinador na noite deste domingo, 5, após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, em plena Neo Química Arena.
A decisão encerra uma passagem de quase um ano, que foi marcada pela conquista de títulos importantes, mas termina com uma longa sequência de maus resultados.
A diretoria do time agora corre contra o tempo. Com a estreia na fase de grupos da Copa Libertadores marcada para a próxima quinta-feira, 9, contra o Platense, na Argentina, a busca por um substituto já começou. Enquanto isso, o time será comandado interinamente por William Batista, técnico da equipe sub-20.
Nove jogos sem vencer
A demissão de Dorival foi a consequência direta de um desempenho em baixa. O time acumulava nove partidas consecutivas sem vitória, sendo sete desses jogos pelo Campeonato Brasileiro. O último triunfo havia sido em 19 de fevereiro, contra o Athletico-PR.
A campanha irregular deixou o Corinthians na 16ª posição na tabela.
Com o desligamento, o Corinthians terá de arcar com uma multa rescisória de aproximadamente R$ 8 milhões, valor correspondente a três salários da comissão técnica, que também deixa o clube em sua totalidade.
Dois títulos em menos de um ano
Apesar do final turbulento, a passagem de Dorival pelo Corinthians não foi sem conquistas. Contratado em 28 de abril de 2025 para substituir Ramón Díaz, ele conduziu a equipe a dois títulos importantes. O primeiro foi a Copa do Brasil de 2025, superando o Vasco na final. Em seguida, no início de 2026, veio a Supercopa Rei, com vitória sobre o Flamengo.
Ao todo, Dorival comandou o Corinthians em 63 partidas, somando 26 vitórias, 19 empates e 18 derrotas, o que representa um aproveitamento de 52,15 %.
Em nota oficial, o clube agradeceu "pelos serviços prestados, marcados por importantes conquistas" e desejou sucesso ao profissional na continuidade de sua carreira.
Tite e Diniz lideram a corrida
Com a urgência imposta pelo calendário, a diretoria, liderada pelo presidente Osmar Stabile e pelo diretor de futebol Marcelo Paz, já tem alvos definidos.
Segundo o GE, o nome de maior peso e favorito nos bastidores é o de Tite. Ídolo do clube, com o qual conquistou seis títulos, incluindo a Libertadores e o Mundial de 2012, o treinador está livre no mercado desde que deixou o Cruzeiro em março.
Outro nome forte na lista é o de Fernando Diniz, também sem clube após ser demitido do Vasco em fevereiro. O estilo de jogo ofensivo de Diniz agrada a uma parte da diretoria. A favor de ambos pesa o fato de conhecerem o futebol brasileiro e estarem disponíveis para um início imediato.
Nomes como Filipe Luís, especulado por conselheiros, e o argentino Marcelo Gallardo, considerado um "sonho" distante pelo alto custo, não são cogitados pela diretoria.
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