Cotado para vice de Haddad, França diz que prefere disputar o Senado em SP
O ex-ministro Márcio França (PSB) afirmou na segunda-feira, 1º, que quer disputar uma das duas vagas de São Paulo no Senado. Ele é cotado para integrar a chapa de Fernando Haddad (PT) como vice-governador no estado.
“Eu gostaria de disputar o Senado. Acho que tenho um eleitorado mais ao centro, e pode ser mais útil na eleição do presidente da República, que passou à frente do adversário [Flávio Bolsonaro (PL)] aqui em São Paulo”, disse durante entrevista com jornalistas.
Apesar da vontade de França, a palavra final sobre os candidatos ao Senado da ala progressista será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Agora o presidente tem que decidir junto com o Haddad se eles acham que outra avaliação é melhor do que a minha. A minha é essa: um homem e uma mulher para o Governo e um homem e uma mulher para o Senado”, afirmou.
Demora do PT para definir chapa para o Senado irrita PSB
A demora do PT para escolher a chapa de Fernando Haddad ao governo de São Paulo vem irritando o PSB. Dirigentes do partido passaram a defender internamente o lançamento das candidaturas próprias de Simone Tebet e Márcio França ao Senado, sem o aval do PT.
Além de Tebet e França, a ex-ministra Marina Silva (Rede) também aparece como pré-candidata ao Senado no campo aliado de Haddad.
Inicialmente, a articulação previa Marina Silva representando a federação PSOL-Rede ao lado de Simone Tebet.
O cenário mudou após Márcio França deixar o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte de Lula, no período de desincompatibilização, para sustentar a própria candidatura.
Nas pesquisas eleitorais voltadas para a corrida ao Senado em São Paulo, Marina e Tebet lideram as intenções de voto, junto com Guilherme Derrite (PP), da chapa que vai apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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