Cuba anuncia libertação de 51 presos após acordo com Vaticano

Por Estela Marconi 14 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Cuba anuncia libertação de 51 presos após acordo com Vaticano

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba afirmou que as pessoas beneficiadas já cumpriram parte significativa da pena e mantiveram bom comportamento no sistema prisional.

Segundo a chancelaria, os detentos deixam os centros penitenciários por meio de um benefício legal, o que significa que a pena não é extinta, permanecendo condicionada ao cumprimento de requisitos durante o restante da condenação.

O governo cubano afirmou que a decisão foi tomada no espírito de boa vontade e das relações históricas entre o Estado cubano e o Vaticano.

Segundo Havana, a Santa Sé mantém há anos diálogo com o governo da ilha sobre processos de revisão e libertação de pessoas privadas de liberdade.

Libertações semelhantes já ocorreram em outras ocasiões, incluindo em 2025, algumas delas envolvendo detentos classificados por organizações de direitos humanos como presos políticos.

Histórico de libertações no sistema cubano

De acordo com dados divulgados pelo governo, 9.905 presos receberam indulto desde 2010 no país.

Nos últimos três anos, outros 10 mil detentos foram libertados por diferentes benefícios legais previstos no sistema penal cubano.

Em janeiro de 2025, Havana também anunciou a libertação gradual de 553 presos após um acordo mediado pelo Vaticano com o então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Na ocasião, Washington retirou Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo, uma medida que tinha forte impacto financeiro sobre a economia da ilha.

Relação com os Estados Unidos voltou a se deteriorar

A aproximação diplomática, no entanto, foi interrompida após a posse do presidente americano Donald Trump.

Poucas horas após assumir o cargo, Trump voltou a incluir Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo.

Apesar disso, o governo cubano manteve o plano de libertação anunciado anteriormente, que foi concluído em março de 2025. Segundo organizações de direitos humanos, cerca de metade dos beneficiados naquele processo era composta por presos por motivos políticos.

O novo anúncio ocorre em meio à pressão de Washington por reformas econômicas e políticas na ilha, incluindo medidas como restrições e bloqueios ligados ao setor energético.

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