Cuba reage a Trump e diz que não se deixará intimidar por ameaças
O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu neste sábado, 2, às declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou na véspera que pretende assumir o controle da ilha “o mais rápido possível”.
“Nós, cubanos, não nos deixamos intimidar. A resposta decisiva do povo e seu apoio à revolução foram demonstrados em massa neste Primeiro de Maio”, afirmou Rodríguez nas redes sociais, em referência às mobilizações pró-governo realizadas no país.
Segundo o chanceler, a fala de Trump representa uma “ameaça clara e direta de agressão militar”, elevando o nível de tensão contra Cuba. Ele também associou a postura do presidente americano às pressões de setores da comunidade cubano-americana na Flórida.
Na sexta-feira, 1º, Trump declarou que pretende “tomar o controle” de Cuba “imediatamente”, mas indicou que antes concluirá a retirada do porta-aviões USS Abraham Lincoln, enviando-o de volta ao Mar do Caribe.
No mesmo dia, o governo americano intensificou as sanções contra a ilha, com medidas voltadas a setores estratégicos como energia, defesa, mineração e serviços financeiros.
Além disso, um decreto executivo prevê que empresas ou indivíduos que façam negócios com o governo cubano poderão ter seus ativos bloqueados nos Estados Unidos.
Acusações e cenário político
Ainda nesta semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Cuba de facilitar a atuação de serviços de inteligência de países considerados adversários de Washington, próximos ao território americano.
Ele afirmou que o governo Trump não pretende tolerar essa situação.
No Congresso, o Senado rejeitou uma proposta apresentada por democratas que buscava limitar possíveis ações militares contra Cuba.
Desde janeiro, a Casa Branca vem intensificando a pressão sobre o país, incluindo um bloqueio ao petróleo, enquanto Trump tem reiterado a necessidade de uma mudança de regime na ilha.
O governo cubano transformou as celebrações do Primeiro de Maio em um ato de apoio político, com discursos centrados na defesa da soberania e da independência nacional diante do aumento das tensões com os Estados Unidos.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: