Da Copa ao Rock in Rio: a estratégia de marketing do iFood para conectar o país inteiro em 2026
Em um cenário em que marcas disputam atenção a cada segundo nas redes sociais, o iFood aposta em um ativo difícil de copiar: a presença constante e indispensável na rotina do brasileiro.
Entre mascotes apaixonantes, festivais de música, ativações em tempo real e o avanço do retail media, a marca transformou a entrega de conveniência em uma plataforma de estilo de vida — e quer fazer do chamado “Canarinho” seu próximo grande movimento de marketing.
Durante o MMA, um dos principais eventos de marketing e negócios do país, que acontece em São Paulo entre os dias 21 e 22 de maio, a EXAME conversou com Camila Ribeiro, head de marketing da marca.
A executiva revelou os bastidores da febre em torno da coleção do mascote da Seleção, a consolidação das verticais que vão além do delivery de comida e como a marca de tecnologia planeja retroalimentar suas estratégias entre a Copa do Mundo e o Rock in Rio.
“A Copa do Mundo e o iFood têm uma conexão genuína por sermos uma marca essencialmente brasileira. Compartilhamos o orgulho do verde e amarelo, e queremos usar esse momento cultural para aproximar ainda mais os consumidores do nosso ecossistema”, afirma Camila.
O ecossistema da conveniência: muito além do pedido de comida
Com a necessidade de se manter relevante em múltiplos momentos da jornada de um consumidor que não é linear, o iFood identificou na Copa do Mundo a oportunidade perfeita para consolidar suas subcategorias de mercado, farmácia, pet shop e conveniência.
Demonstrando como o branding moderno precisa ocupar espaços não convencionais, a plataforma vai extrapolar as telas do aplicativo para marcar presença em eventos físicos em 13 cidades do país por meio do projeto Ginga, além de transmissões na Casa Casé.
A colaboração com grandes parceiros da indústria para ativações 360 graus vem acompanhada de uma coleção exclusiva do mascote Canarinho e de figurinhas da Copa direto pelo app.
"O Canarinho traz um apelo emocional fortíssimo. Mal lançamos e já virou uma febre nas redes sociais. A ideia é gerar esse desejo no brasileiro de fazer parte da festa e, ao mesmo tempo, lembrar que entregamos tudo o que ele precisa para esses encontros", destaca a head de marketing.
Planejamento de longo prazo e escolhas de alto impacto
Garantir a operação impecável e a relevância de uma marca que está completando 15 anos de história exige uma engrenagem ágil, mas que começa a rodar com meses de antecedência nos bastidores.
Segundo a executiva, o processo de planejar os grandes momentos do ano leva de seis a oito meses e precisa ser extremamente dinâmico para acompanhar as mudanças de comportamento do mercado.
Para um ecossistema de tecnologia, o maior desafio é o ritmo das entregas sequenciais. "Mal começou a Copa e nós já estamos com força total planejando o Rock in Rio, que acontece dois meses depois. Precisamos nos provocar a pegar os aprendizados de um evento para retroalimentar o outro, sendo cada vez mais assertivos para os nossos parceiros e para o consumidor", revela Camila.
Consistência vs. adaptação
Como transformar a percepção do consumidor para que ele entenda que o aplicativo resolve qualquer necessidade de última hora do seu dia a dia?
A resposta do iFood está no binômio consistência de propósito e adaptação das soluções oferecidas nas rodas de amigos e necessidades familiares.
No campo do portfólio e das novas frentes de negócio, a marca aproveita as discussões do mercado para expandir suas capacidades e ditar tendências.
Durante o evento, a executiva apontou o avanço do retail media como a principal realidade para potencializar o marketing daqui em diante, transformando dados de consumo em conexões eficientes entre marcas, parceiros comerciais e o cliente final.
Veja a entrevista completa:
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