Dá para prever o campeão da Copa? Estudo tenta responder quem vai ganhar em 2026
Pesquisadores europeus afirmam ter desenvolvido um algoritmo de aprendizado de máquina capaz de prever o vencedor da Copa do Mundo da Fifa deste ano. O modelo reúne uma ampla variedade de dados sobre seleções e jogadores e, a partir dessas informações, realiza 100 mil simulações para calcular quais equipes têm maior probabilidade de conquistar o título.
Segundo o principal autor do estudo, o estatístico Dr. Achim Zeileis, da Universidade de Innsbruck, o país com maiores chances de levantar a taça é a Espanha. A Inglaterra aparece logo atrás, entre as seleções mais cotadas pelo modelo.
Como funciona o algoritmo
Esta não é a primeira vez que o grupo aposta na inteligência artificial para fazer previsões sobre a Copa do Mundo. A equipe reúne pesquisadores da Universidade de Innsbruck, na Áustria, da Universidade Técnica de Dortmund e da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, além da Molde University College, na Noruega.
Para elaborar as projeções deste ano, o algoritmo analisou todas as partidas entre seleções disputadas nos últimos oito anos. Essas informações foram combinadas com uma estimativa da força atual de cada equipe, baseada nas cotações de casas de apostas internacionais.
O sistema também considera a qualidade individual dos jogadores. Cada atleta recebe uma avaliação construída a partir de seu desempenho por clubes e seleções, além de seu valor estimado no mercado internacional de transferências. Com todos esses dados reunidos, eles são processados por um algoritmo de aprendizado de máquina conhecido como "random forest", capaz de calcular as probabilidades de vitória em diferentes confrontos e cenários do torneio.
Os limites das previsões
Apesar da confiança no modelo, Zeileis faz questão de destacar que os resultados representam probabilidades, não certezas. Como exemplo, ele cita o recente empate sem gols entre Espanha e Cabo Verde, um resultado pouco esperado que mostra como o futebol continua sujeito a surpresas.
"Todas as nossas previsões são probabilísticas, muito abaixo de 100% e, portanto, de forma alguma representam uma certeza", escreveu o pesquisador.
Ele acrescenta que "embora possamos quantificar essa incerteza em termos de probabilidades dentro de um universo de torneios possíveis, está longe de ser predeterminado qual desses cenários realmente veremos durante a competição".
A ciência tenta prever o futebol há décadas
O uso da matemática para prever campeões de Copas do Mundo não é novidade. Em 2014, o matemático alemão Joachim Klement utilizou um modelo estatístico para apontar corretamente a Alemanha como campeã daquele Mundial e também acertou os vencedores das três edições seguintes.
Antes dele, outro "especialista" ganhou fama mundial: o polvo Paul. O animal ficou conhecido por prever corretamente o título da Espanha na Copa do Mundo de 2010, depois de uma sequência impressionante de acertos durante a Eurocopa de 2008. Paul morreu apenas três meses após o fim do torneio, mas entrou para a história como uma das figuras mais curiosas ligadas às previsões esportivas.
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