Dados da China, emprego nos EUA, balanço da Oracle: o que move os mercados
Os investidores começam esta terça-feira, 10, com uma agenda carregada de indicadores econômicos no exterior, balanços corporativos e o noticiário geopolítico ainda dominando o radar.
No Brasil, o principal evento do dia é o leilão semanal de títulos públicos do Tesouro Nacional, desta vez com papéis atrelados à inflação, operação que costuma ser acompanhada de perto por gestores para avaliar a demanda por dívida pública e o comportamento das taxas de juros.
No cenário internacional, a agenda econômica começa ainda durante a madrugada com dados da China, incluindo números da balança comercial e de importações e exportações referentes a fevereiro. Os indicadores são monitorados por investidores por darem pistas sobre o ritmo da atividade da segunda maior economia do mundo e seu impacto sobre o comércio global.
Na Europa, o dia também traz uma bateria de dados comerciais. Alemanha e França divulgam números de exportações, importações e balança comercial, enquanto a Itália apresenta o índice de preços ao produtor. Já na África do Sul, sai a leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre.
Nos Estados Unidos, a agenda ganha força ao longo da manhã. Às 11h (horário de Brasília), a National Association of Realtors divulga os dados de vendas de casas usadas referentes a fevereiro. Em janeiro, foram comercializadas 3,91 milhões de unidades, uma queda de 8,4% na comparação com o mês anterior. A expectativa do mercado é de um número próximo, em torno de 3,90 milhões.
Outros indicadores americanos também entram no radar, como o índice Redbook de vendas no varejo e os dados semanais de emprego divulgados pela ADP. Ao longo da tarde, o Departamento de Energia publica sua perspectiva energética de curto prazo, relatório acompanhado por investidores do mercado de commodities.
No fim do dia, às 17h30, a American Petroleum Institute divulga os números semanais de estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. Na leitura anterior, os estoques haviam aumentado em 5,6 milhões de barris, dado que costuma influenciar diretamente as cotações da commodity.
No calendário corporativo, a temporada de balanços também movimenta o mercado. No Brasil, divulgam resultados as companhias Allos, Cury e GPS, assim como a Prio publica seus números após o fechamento do mercado.
No exterior, os investidores aguardam os resultados da Oracle, também após o encerramento das negociações, além de números da Volkswagen.
Guerra no Irã entra no 11º dia
A geopolítica segue como pano de fundo para os mercados globais, especialmente após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a guerra contra o Irã pode estar próxima do fim. Em entrevista à emissora CBS News, Trump afirmou que o conflito está “praticamente concluído” e que as operações militares avançaram mais rápido do que o previsto.
Segundo o presidente, os Estados Unidos estariam “muito à frente” do prazo inicialmente estimado para o fim da ofensiva. Ele também afirmou que a estrutura militar iraniana sofreu perdas significativas após os bombardeios, dizendo que o país não teria mais Marinha, comunicações ou Força Aérea operacionais.
Trump também declarou que “os mísseis estão dispersos” e que drones e fábricas ligadas a esse tipo de armamento estariam sendo destruídos durante a ofensiva militar.
Na véspera, as declarações do presidente americano ajudaram a impulsionar os mercados. Depois de oscilar ao longo do dia, o Ibovespa ganhou força na última hora de negociação e fechou em alta de 0,86%, aos 180.915 pontos. O dólar também recuou frente ao real, encerrando o pregão em queda de 1,52%, a R$ 5,165.
O movimento foi acompanhado por um alívio nas bolsas americanas. O Dow Jones subiu 0,50%, o S&P 500 avançou 0,83% e o Nasdaq ganhou 1,38%, com destaque para o setor de tecnologia.
No mercado de commodities, o petróleo também reagiu às declarações de Trump. Depois de chegar perto de US$ 120 durante a madrugada, os preços passaram a cair na sessão eletrônica após o fechamento dos mercados. O Brent recuou 4,51% e o WTI caiu 6,79%.
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