De Harvard a Medicina: os jogadores da Copa do Mundo que também se destacaram nos estudos

Por Gabriella Brizotti 2 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
De Harvard a Medicina: os jogadores da Copa do Mundo que também se destacaram nos estudos

A Copa do Mundo vai começar em menos de duas semanas. O torneio não é marcado apenas por gols, defesas e dribles.

Ao longo da história, vários jogadores também chamaram atenção pelo currículo longe do futebol, conciliando a carreira profissional com cursos universitários e formações em áreas como medicina, direito, economia e engenharia.

Em 2026, o nome da vez é Matt Freese. Goleiro dos Estados Unidos, o atleta será o primeiro graduado em Harvard a disputar um Mundial e se junta a uma lista que passa por Sócrates, Tostão, Giorgio Chiellini e Juan Mata.

Aos 27 anos, o jogador do New York City FC conciliou a carreira no futebol com os estudos em uma das universidades mais prestigiadas do planeta. Enquanto defendia o Philadelphia Union, concluiu a graduação em economia em Harvard, seguindo uma tradição familiar: seu pai e seus dois irmãos também estudaram na instituição.

“Fora de campo, foi uma experiência reveladora. O nível das conversas intelectuais é altíssimo”, afirmou Freese ao site da Fifa.

Mas ele está longe de ser um caso isolado. Ao longo da história das Copas, diversos jogadores dividiram o tempo entre treinos, partidas e diplomas universitários.

Sócrates, Tostão e a conexão brasileira com a medicina

No Brasil, poucos nomes representam essa mistura tão bem quanto Sócrates. Ídolo da seleção brasileira nas Copas de 1982 e 1986, o meio-campista se formou em medicina pela USP em 1977, ainda durante a carreira como jogador.

Conhecido como “Doutor Sócrates”, ele construiu uma trajetória que foi muito além do futebol, passando também por política, escrita, atuação e artes.

Outro campeão mundial brasileiro seguiu caminho parecido. Destaque do título de 1970, Tostão precisou encerrar a carreira precocemente após problemas de visão. Depois da aposentadoria, formou-se em medicina e especializou-se em oftalmologia, área diretamente ligada ao problema que enfrentou como atleta. Mais tarde, tornou-se um dos cronistas esportivos mais respeitados do país.

Direito, economia e até estágio na NASA

Os exemplos se espalham por diferentes países e áreas do conhecimento. O ex-zagueiro croata Slaven Bilic, semifinalista da Copa de 1998, concluiu o curso de Direito na Universidade de Split e domina quatro idiomas, segundo o site da Fifa.

Pela Espanha, Emilio Butragueño, um dos grandes nomes do Real Madrid, estudou administração de empresas na UCLA, nos Estados Unidos, formação que ajudou a abrir caminho para sua longa carreira executiva no clube merengue.

Já o italiano Giorgio Chiellini conciliou os gramados com a vida acadêmica até conquistar um mestrado em administração de empresas. Sua dissertação analisou justamente o modelo de negócios da Juventus.

Há histórias ainda mais improváveis. Ex-goleiro de Trinidad e Tobago, Shaka Hislop se formou em engenharia mecânica na Universidade Howard e chegou a fazer estágio de verão na NASA antes de construir carreira no futebol inglês, de acordo com a entidade máxima do futebol.

Quando o diploma acompanha a carreira

Outros jogadores optaram por manter os estudos paralelamente à rotina profissional. O inglês Steve Coppell cursava economia na Universidade de Liverpool enquanto jogava nas divisões inferiores e só aceitou se transferir ao Manchester United com a garantia de que poderia terminar a graduação.

O alemão Jens Lehmann, destaque da Copa de 2006, estudou economia durante sua formação no Schalke 04. O espanhol Juan Mata soma diplomas em ciências do esporte, marketing e gestão esportiva.

No Japão, Yuto Nagatomo, que irá disputar sua quinta Copa do Mundo, é formado em economia. Já o espanhol Pirri, ídolo histórico do Real Madrid, concluiu medicina após pendurar as chuteiras e chegou a integrar a equipe médica do clube, segundo a Fifa.

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