De L7NNON a 'John Lemon' quem já sentiu o peso jurídico de Yoko Ono?
Yoko Ono não costuma deixar barato ao ver que o nome de John Lennon está em circulação. Aos 93 anos, a artista japonesa transformou o nome do astro em território cercado, monitorado e, quando necessário, judicializado. L7NNON, cantor brasileiro, descobriu isso recentemente ao ser processado pela viúva do artista, mas ele não foi o único.
Veja este e outros casos:
L7nnon x Lennon
Yoko tentou barrar judicialmente o uso do nome artístico do rapper brasileiro, alegando risco de confusão com John Lennon. A tese era simples, mas frágil: proteger o sobrenome de qualquer associação comercial ou artística que pudesse tangenciar o universo do músico britânico. A Justiça brasileira não comprou a ideia. O TRF2 entendeu que L7NNON e John Lennon coexistem sem risco real de confusão e deu vitória ao artista.
Cerveja 'John Lemon'
A história muda de lado quando uma cervejaria em Finistère, na França, lançou uma cerveja artesanal chamada “John Lemon”, com trocadilho cítrico, rótulo espirituoso e um desenho que remetia ao ex-Beatle. A piada durou pouco. Yoko acionou sua estrutura jurídica e mandou interromper a comercialização. O recado foi direto: brincar com John Lennon pode sair caro. Sob risco de multa diária de 150 a 1.000 euros, o fabricante recuou e aceitou encerrar a produção, embora com uma condição: de poder vender os últimos exemplares da bebida.
Agora, a cervejaria tem até 1º de julho para liquidar as 5 mil garrafas que ainda restam em estoque e encerrar de vez a produção da cerveja sob o nome “John Lemon”.
Suco 'John Lennon'
Em 2017, Yoko Ono já havia acionado judicialmente uma empresa da Polônia que vendia uma limonada sob o mesmo nome “John Lemon”. Segundo o The Guardian, a justificativa seguiu o roteiro conhecido: uso comercial indevido de um nome associado diretamente a John Lennon. O caso terminou em acordo, com a marca obrigada a abandonar o nome e reformular sua identidade.
Lennon Murphy
Outro episódio que expôs o rigor de Yoko aconteceu em 2008, quando ela processou a cantora americana Lennon Murphy. A artista usava “Lennon” como nome artístico, o que foi suficiente para acionar o espólio do ex-Beatle. Yoko alegou que o uso poderia causar confusão no mercado e explorar indevidamente a associação com John Lennon.
Murphy afirmou que havia pedido autorização para usar o nome ainda em 2000, quando lançou seu primeiro álbum, e disse que Yoko Ono não apresentou qualquer objeção naquele momento. Em carta enviada à imprensa, a cantora sustentou que nunca adotou “Lennon” como provocação ou estratégia comercial, mas como parte da própria identidade. “Lennon é meu primeiro nome, e frequentemente me perguntam se o recebi por causa do ex-Beatle. Sempre respondo que não. Minha mãe me deu esse nome em homenagem a John Lennon, o homem que escrevia músicas, pintava e fazia pão com o filho. Ela me nomeou pelo homem, não pelo popstar”, escreveu.
A disputa também ganhou um elemento incômodo para Yoko: o apoio público de Julian Lennon. Na época, o filho de John Lennon saiu em defesa da cantora em sua página no MySpace e disse conhecer bem o tipo de situação enfrentada por Murphy. “Sinto por ela e conheço bem a situação. Ela tem todo o meu apoio”, afirmou.
Veja uma matéria da época que comenta o caso:
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