Desenrola: quando começa e quem pode participar? Veja perguntas e respostas

Por André Martins 4 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Desenrola: quando começa e quem pode participar? Veja perguntas e respostas

O governo federal lançou nesta segunda-feira, 4, o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas físicas, estudantes, empresas e produtores rurais.

Segundo o Ministério da Fazenda, a implementação depende da adesão das instituições financeiras, que já começaram a operar o programa nos dias seguintes ao anúncio.

A proposta mira aliviar o orçamento das famílias em um cenário de alto endividamento.

O comprometimento da renda das famílias para o pagamento de dívidas alcançou 29,7% em fevereiro, maior patamar desde o início da série histórica, em 2005., segundo dados do Banco Central.

O que é o Novo Desenrola Brasil?

O Novo Desenrola é um programa de refinanciamento de dívidas que reúne diferentes públicos — famílias, estudantes, empresas e produtores rurais — com condições facilitadas de pagamento, redução de juros e uso de garantias públicas.

Quando começa o Novo Desenrola?

Segundo o governo, alguns bancos começaram a ofertar a renegociação a partir de terça-feira, 5, mas que a implementação dependerá das instituições financeiras.

O programa é dividido em quantos eixos?

O programa é dividido em quatro frentes:

O que é o Desenrola Famílias?

É a principal frente do programa, voltada à renegociação de dívidas de pessoas físicas de baixa renda, com uso de crédito novo garantido pelo governo.

Quem pode participar?

Podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos em cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado.

Quais dívidas entram na renegociação?

Entram dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC), desde que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos.

Qual é o desconto oferecido para famílias?

Os descontos variam conforme o tempo de atraso e o tipo de dívida:

Onde poderá renegociar as dívidas?

A renegociação deverá ser feita diretamente nos canais oficiais dos bancos.

Qual o máximo de juros que pode ser cobrado?

A taxa de juros máxima será de 1,99% ao mês.

Qual o prazo máximo de parcelamento?

Os contratos atrasados poderão ser parcelados em até 48 meses.

Dívidas de até R$ 100 serão perdoadas?

Sim. Os bancos deverão limpar o nome de clientes com dívidas de até R$ 100.

Será proibido apostar em bets?

Sim. Haverá bloqueio do CPF em casas de apostas por 12 meses para quem aderir ao programa.

O que muda para os bancos?

As instituições deverão:

Limpar o nome de clientes com dívidas de até R$ 100 e das dívidas renegociadas; Destinar 1% do valor garantido pelo FGO para educação financeira; Proibir o uso de crédito para apostas.

Desenrola Fies: como funciona e quais os descontos

O Desenrola Fies é voltado a estudantes com dívidas em atraso no financiamento estudantil.

Como funciona o Desenrola Fies?

Dívidas acima de 90 dias:

Dívidas acima de 360 dias:

O que é o Desenrola Empresas?

É a frente voltada a micro e pequenas empresas, com mudanças em programas como Pronampe e Procred, incluindo ampliação de prazos, carência e limites de crédito.

O que é o Desenrola Rural?

Voltado a agricultores familiares, o programa permite renegociar dívidas e ampliar o acesso ao crédito rural. A expectativa do governo é ampliar o número de beneficiários com a prorrogação do prazo.

Qual é o papel do FGO no Desenrola?

O Fundo Garantidor de Operações (FGO) será usado como garantia para as operações de crédito renegociadas, reduzindo o risco para os bancos.

De onde vêm os recursos do fundo?

Os recursos virão de:

Recursos não resgatados no sistema financeiro, estimados entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões.

O que muda no crédito consignado do INSS e do servidor?

O programa altera regras do crédito consignado para aposentados, pensionistas e servidores públicos. Entre as mudanças estão:

Redução da margem consignável total de 45% para 40%; Limitação do uso de cartão consignado a uma parcela menor da renda; Ampliação do prazo de pagamento, que pode chegar a até 108 meses (INSS) e 120 meses (servidores); Possibilidade de carência de até 90 dias (INSS) e 120 dias (servidores).

Além disso, o governo prevê uma redução gradual da margem consignável ao longo dos anos, até atingir 30%.

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