‘Devemos ser protagonistas’: Como um universitário ganhou destaque nacional

Por Da Redação 29 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
‘Devemos ser protagonistas’: Como um universitário ganhou destaque nacional

Antes de se tornar um dos 15 finalistas nacionais do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário – selecionado entre mais de 8.000 estudantes – Diogo Godinho Schwartz já carregava um impulso raro de não aceitar a universidade como ela é.

Movido por uma curiosidade sobre como o mundo funciona, escolheu Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB). Mas foi justamente o início difícil do curso que despertou nele uma inquietação: como manter a motivação quando a prática parece distante?

“Sempre fui movido por uma curiosidade intensa de conhecer como o mundo e a vida funcionavam”, Diogo conta.

A resposta veio de forma objetiva, com projetos de extensão. Neles, encontrou o elo que faltava entre teoria e propósito, e percebeu que, se aquele caminho fazia sentido para ele, também poderia fazer para centenas de outros estudantes.

“Os projetos de extensão são uma ferramenta fundamental para aplicar o que aprendemos em sala e criar esse senso de utilidade”, ele explica com emoção.

O impacto de uma universidade reinventada

Essa percepção virou movimento. Primeiro, na Empresa Júnior ENETEC, onde, além de atuar em gestão foi o primeiro diretor de inovação e implantou uma nova carta de serviços de automação, um avanço que reposicionou a atuação do grupo.

Depois, assumiu o Centro Acadêmico de Engenharia Elétrica (CAENE). Ali, a transformação foi física, simbólica e cultural. O espaço antes usado apenas como ponto de passagem se tornou um polo de estudo, convivência e integração.

Em sua gestão, O CA foi completamente reformado, passou a promover visitas técnicas, eventos acadêmicos e discussões que aproximaram estudantes e professores de um novo modelo de universidade com  mais vida, mais prática, mais conectada ao mercado.

“Eu e o Daniel Dourado, meu Diretor de Infraestrutura na época, foi peça chave também nessa transformação. Junto à ele conseguimos transformar o CA de um local para se passar o tempo em um polo de estudos e integração dos alunos”, conta.

Mas Diogo ainda queria alcançar quem nem havia chegado ao ensino superior. Foi então que reativou o capítulo de Engenharia Biomédica do IEEE na UnB.

Com a equipe, passou a desenvolver oficinas práticas de ciência em escolas públicas de ensino médio, apresentando conceitos de STEAM e abrindo caminhos para jovens que talvez nunca tivessem considerado seguir carreira científica.

O objetivo era inspirar, traduzir, conectar, ou seja, mostrar que tecnologia não é só teoria, é ferramenta para melhorar vidas.

Muito além de apenas cursar a graduação

Quando fala com outros universitários, o discurso de Diogo é direto, sem floreios. Não basta cursar uma graduação, é preciso habitá-la, questioná-la, ampliá-la.

Diogo Godinho Schwartz | Engenharia Elétrica – UnB (Universidade de Brasília)

Para ele, o protagonismo não nasce de grandes ideias abstratas, mas de pequenas ações repetidas, como entrar em um projeto, propor uma solução, buscar um laboratório, montar um grupo de estudos e agir com propósito.

“Devemos ser protagonistas da nossa própria formação acadêmica. Mas protagonismo não é caminhar sozinho. É saber reconhecer aqueles que nos apoiam, porque nenhum projeto se mantém sem uma equipe”, ele complementa.

“Minha trajetória só avançou porque sempre tive ao lado minha família, meus amigos e as equipes acadêmica e administrativa da universidade que me auxiliaram a transformar uma ideia em ação”, Diogo continua.

É uma convocação para que estudantes deixem de ser espectadores e assumam o papel de agentes da própria formação acadêmica.

O Prêmio Na Prática e o reconhecimento nacional

A seleção para o Prêmio nacional foi a confirmação dessa jornada. Para ele, ter sido escolhido entre os melhores do país trouxe uma sensação de reconhecimento, mas também de responsabilidade: ainda há muito a construir.

A experiência se ampliou com o curso “Execução de Alta Performance”, realizado em São Paulo com os demais finalistas. Pela primeira vez, Diogo pôde constatar que  sua trajetória foi semelhante com a de outros  jovens de diferentes áreas e regiões, e percebeu que nenhum deles “apenas fez faculdade”, todos criaram algo além dela.

Esse encontro reforçou sua convicção de que novas lideranças universitárias já estão atuando com foco em impacto humano, inovação e transformação social.

E que, se essa geração mantiver esse ritmo, poderá contribuir para desafios que extrapolam o campus. Inovando em aspectos econômicos, sociais, políticos e tecnológicos, promovendo, assim, um mundo melhor.

Prêmio reconhece universitários que transformam a realidade

Histórias como a de Diogo Godinho Schwartz ilustram o perfil de estudantes que o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário busca reconhecer. A iniciativa é voltada a universitários de 18 a 34 anos, de qualquer curso ou instituição de ensino, que conciliam uma trajetória acadêmica consistente com projetos de impacto nas áreas social, científica, empreendedora, profissional ou estudantil. As inscrições são gratuitas e acontecem em âmbito nacional.

Além do reconhecimento, os participantes selecionados passam a integrar uma rede de jovens líderes de diferentes regiões do país. Os finalistas têm acesso a experiências de desenvolvimento, networking e visibilidade nacional, enquanto os vencedores recebem oportunidades que ampliam o alcance de seus projetos e aceleram suas trajetórias.

Conheça o prêmio e veja como sua trajetória universitária também pode ganhar reconhecimento nacional

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