Diretor da CIA visita Cuba e leva mensagem de Trump sobre mudanças no regime

Por Estela Marconi 15 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Diretor da CIA visita Cuba e leva mensagem de Trump sobre mudanças no regime

O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Cuba nesta semana à frente de uma delegação dos Estados Unidos para conversas com autoridades do alto escalão do governo cubano, em um movimento que sinaliza uma tentativa de reabrir canais de negociação com Havana.

Segundo a Bloomberg, a visita ocorre em um momento de frustração dentro do governo americano com a falta de avanços nas discussões sobre abertura econômica e política da ilha, ao mesmo tempo em que Washington amplia a pressão sobre setores estratégicos ligados ao regime cubano.

Nas reuniões, Ratcliffe teria reforçado que o governo do presidente Donald Trump está disposto a negociar, mas apenas sob a condição de mudanças estruturais por parte de Cuba, afirmou um funcionário da agência sob anonimato. As conversas incluíram temas econômicos, de segurança e possíveis formas de cooperação em inteligência.

Washington intensifica pressão enquanto Cuba enfrenta crise energética

O movimento diplomático acontece em paralelo a uma escalada de medidas econômicas dos Estados Unidos contra Cuba, com foco em conglomerados e estruturas empresariais associadas ao setor militar da ilha.

A estratégia busca restringir a capacidade financeira do regime em um contexto de deterioração econômica.

Ao mesmo tempo, Cuba enfrenta uma crise de energia que se agrava há meses. O país vem registrando escassez de combustíveis como diesel e óleo combustível, o que afeta diretamente a operação de usinas termelétricas e amplia apagões em diferentes regiões.

Em Washington, a postura oficial combina abertura condicionada a negociações com endurecimento retórico.

O presidente Donald Trump tem reiterado que qualquer avanço depende de mudanças profundas em Havana, classificando o país como uma “nação falida” em declarações recentes.

Estratégia dos EUA mira núcleo econômico do regime cubano

Segundo a Bloomberg, o governo americano tem ampliado sanções direcionadas a conglomerados controlados por estruturas militares cubanas, como forma de enfraquecer o núcleo econômico que sustenta o regime.

A abordagem também inclui exigências relacionadas a compensações por ativos expropriados, libertação de presos políticos e reformas no modelo econômico da ilha.

Apesar de encontros recentes entre autoridades dos dois países, não houve progresso significativo nas negociações, e a avaliação em Washington é de que o cenário permanece travado.

Fontes envolvidas no processo indicam que o governo dos Estados Unidos enfrenta dificuldades para consolidar um canal único de negociação, diante da fragmentação interna do poder em Cuba, que envolve estruturas políticas, militares e empresariais.

Ao mesmo tempo, a Casa Branca avalia que a pressão econômica pode ampliar o custo político da manutenção do status atual, embora ainda não haja sinais de concessões concretas por parte de Havana.

O governo cubano não comentou a visita.

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