Disney demite mil funcionários por e-mail; lay-off afeta setor de entretenimento
A The Walt Disney Company iniciou nesta semana uma nova rodada de demissões, comunicando aos funcionários os cortes por e-mail.
A ação faz parte de uma reestruturação conduzida pelo CEO Josh D'Amaro. Cerca de 1.000 postos de trabalho serão eliminados.
A mensagem interna enviada por D’Amaro, que a Reuters teve acesso, indica que a empresa está revisando sua estrutura para torná-la mais ágil e alinhada às mudanças da indústria.
Segundo ele, o ritmo acelerado do setor exige adaptações constantes, o que levou à decisão de cortar funções em diferentes áreas.
Cortes atingem núcleo de entretenimento
As demissões devem afetar principalmente o segmento de entretenimento da companhia, incluindo estúdios e televisão — áreas centrais para a produção de filmes e séries.
Também há impactos em marketing, ESPN, tecnologia e funções corporativas.
A reestruturação ocorre em um cenário de transformação estrutural da indústria de mídia. Assim como concorrentes como Warner Bros. Discovery e Paramount Global, a Disney enfrenta dificuldades para tornar o streaming tão rentável quanto o modelo tradicional de TV.
A companhia também lida com a queda da audiência linear, bilheterias mais voláteis e aumento da concorrência com empresas de tecnologia, como Amazon e YouTube, que disputam atenção e receita publicitária.
Como resposta, a empresa vem acelerando a integração de suas plataformas digitais, incluindo a unificação das equipes do Disney+ e do Hulu e o desenvolvimento de um aplicativo único para concentrar os serviços.
O movimento de cortes não é isolado. Grandes estúdios de Hollywood têm reduzido custos diante de um ambiente mais competitivo e de margens pressionadas.
A Disney informou anteriormente que contava com cerca de 231 mil funcionários ao fim do último ano fiscal. A nova rodada de demissões reforça o desafio da companhia em equilibrar crescimento no digital com rentabilidade em um setor em rápida transformação.
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