Dissidente do Fed votou por redução dos juros: veja íntegra do comunicado
O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, destacando que a economia americana segue em expansão sólida, embora com criação de empregos moderada e inflação ainda acima da meta de 2%. O comitê reconheceu elevada incerteza no cenário, inclusive por fatores geopolíticos como o Oriente Médio, e sinalizou cautela nos próximos passos, indicando que decisões futuras dependerão de dados econômicos e do balanço de riscos.
A decisão foi quase unânime, com apenas um membro, Stephen Miran, defendendo corte de 0,25 ponto percentual, mantendo o posicionamento que teve na reunião de janeiro.
Veja, a seguir, a íntegra do comunicado que acompanha a decisão:
Indicadores disponíveis sugerem que a atividade econômica tem se expandido em ritmo sólido. Os ganhos de emprego têm permanecido baixos, e a taxa de desemprego tem variado pouco nos últimos meses. A inflação permanece um pouco elevada.
O Comitê busca alcançar o máximo emprego e a inflação na taxa de 2% no longo prazo. A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. As implicações dos desdobramentos no Oriente Médio para a economia dos Estados Unidos são incertas. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato.
Em apoio aos seus objetivos, o Comitê decidiu manter a faixa-alvo para a taxa de juros dos fundos federais entre 3,5% e 3,75%. Ao considerar a magnitude e o momento de ajustes adicionais na faixa-alvo para a taxa de juros dos fundos federais, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o balanço de riscos. O Comitê está fortemente comprometido em apoiar o máximo emprego e retornar a inflação à sua meta de 2%.
Ao avaliar a postura apropriada da política monetária, o Comitê continuará a monitorar as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas. O Comitê estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos. As avaliações do Comitê levarão em conta uma ampla gama de informações, incluindo dados sobre as condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, além de desenvolvimentos financeiros e internacionais.
Votaram a favor da decisão de política monetária Jerome H. Powell, presidente; John C. Williams, vice-presidente; Michael S. Barr; Michelle W. Bowman; Lisa D. Cook; Beth M. Hammack; Philip N. Jefferson; Neel Kashkari; Lorie K. Logan; Anna Paulson; e Christopher J. Waller. Votou contra esta decisão Stephen I. Miran, que preferia reduzir a faixa-alvo para a taxa de juros dos fundos federais em 0,25 ponto percentual nesta reunião.
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