Do Oscar ao Met Gala: o artista que 'transformou' Bad Bunny na festa

Por Maria Luiza Pereira 6 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Do Oscar ao Met Gala: o artista que 'transformou' Bad Bunny na festa

Bad Bunny chamou atenção no Met Gala 2026 ao surgir irreconhecível no tapete vermelho. Com cabelos grisalhos, rugas profundas, manchas nas mãos e uma bengala, o cantor porto-riquenho apareceu caracterizado como uma versão décadas mais velha de si mesmo, em um dos visuais mais comentados da noite. Por trás da transformação estava Mike Marino, maquiador e artista de próteses indicado ao Oscar.

Maquiador 'realista' de Hollywood

Conhecido por seu trabalho em Hollywood, Marino é um dos principais nomes da maquiagem prostética contemporânea. Seu currículo reúne mais de 100 créditos no cinema e na televisão, com trabalhos em produções como "Batman", "O Irlandês" e "Um Príncipe em Nova York 2". Foi por este último que recebeu uma indicação ao Oscar de "Melhor Maquiagem e Cabelo", consolidando seu nome entre os mais respeitados da indústria.

Bad Bunny: cantor porto-riquenho no tapete do Met Gala 2026 (Jamie McCarthy / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Proposta inovadora para o Met Gala

No caso de Bad Bunny, a proposta era transformar o cantor em um homem cerca de 50 anos mais velho, sem cair no exagero caricatural. Para a Vogue, Marino revelou que esculpiu manualmente cada marca do rosto, das rugas às manchas, para criar uma aparência envelhecida convincente e sofisticada. O resultado foi um visual que misturava realismo, estranheza e elegância, em sintonia com o tema da noite.

O processo começou semanas antes do evento e envolveu escaneamento em 3D, moldes de silicone, próteses faciais e aplicação minuciosa de pelos e fios brancos. No dia do Met Gala, na última segunda-feira, 4, a caracterização levou mais de três horas para ser finalizada. Além do rosto, Marino também trabalhou no pescoço, nas mãos e no cabelo, garantindo que o envelhecimento se estendesse por toda a composição.

A escolha de Bad Bunny não foi apenas estética. O visual dialogava diretamente com “Costume Art”, tema da edição 2026 do Met Gala, que propunha reflexões sobre corpo, identidade e representação. Ao surgir envelhecido, o cantor levou ao tapete uma provocação sobre o envelhecimento e a forma como a moda historicamente ignora corpos mais velhos.

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