Dólar cai pela quarta sessão seguida e fecha semana com perda de 1,84%

Por Clara Assunção 12 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Dólar cai pela quarta sessão seguida e fecha semana com perda de 1,84%

Pela quarta sessão consecutiva, dólar comercial fechou em queda firme nesta sexta-feira, 12, refletindo a redução da busca por ativos considerados mais seguros diante da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã nos próximos dias. A moeda norte-americana à vista recuou 0,77%, encerrando o dia cotada a R$ 5,062.

O movimento foi impulsionado pelas notícias de que Washington e Teerã podem assinar um acordo provisório já neste domingo, 14.

Investidores acompanharam declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou na quinta-feira que um “grande acordo” para encerrar o conflito com o Irã estaria próximo de ser concluído. Apesar das informações ainda desencontradas sobre os termos do entendimento, o mercado manteve o apetite por ativos de risco, pressionando o dólar para baixo.

Segundo fontes ouvidas pela CNN, a cerimônia de assinatura poderá ocorrer em Genebra, na Suíça. O entendimento incluiria compromissos relacionados ao programa nuclear iraniano, à normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e à liberação de ativos iranianos congelados no exterior.

Na semana, dólar cai 1,84%

Com o desempenho desta sexta-feira, o dólar acumulou queda de 1,84% na semana, em um período marcado pela melhora do humor dos investidores diante da perspectiva de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O enfraquecimento da moeda americana refletiu o desmonte de posições defensivas e a migração de recursos para ativos considerados mais arriscados.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, que é o indicador oficial da inflação no Brasil, veio acima do esperado e reforçou a expectativa de um Banco Central mais cauteloso, sustentando o diferencial de juros e mantendo o real entre as moedas de melhor desempenho entre emergentes, de acordo com Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad.

"A combinação entre um ambiente externo menos defensivo e a perspectiva de juros domésticos elevados segue favorecendo são vetores positivos para o fortalecimento do real, embora a volatilidade permaneça diante da incerteza sobre a conclusão efetiva do acordo no Oriente Médio", afirmou Shahini.

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