Dólar recua 0, 17% após quatro altas seguidas, mas sobe 2,04% na semana

Por Clara Assunção 19 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Dólar recua 0, 17% após quatro altas seguidas, mas sobe 2,04% na semana

O dólar à vista encerrou as negociações desta sexta-feira, 19, em leve baixa frente ao real, devolvendo parte da forte valorização registrada nas últimas quatro sessões. Em uma sessão marcada pela liquidez reduzida devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, a moeda americana acompanhou o movimento de enfraquecimento observado no exterior, mas perdeu parte das perdas ao longo da tarde.

O dólar à vista fechou com queda de 0,17%, cotado a R$ 5,165. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,133 e a máxima de R$ 5,168. Apesar do recuo no pregão, a divisa acumulou alta de 2,04% na semana.

Pela manhã, o dólar chegou a cair 0,81%, refletindo um movimento de correção após a forte alta da sessão anterior e o alívio da moeda americana nos mercados internacionais. No entanto, a queda perdeu força ao longo da tarde, em meio ao avanço dos juros futuros no Brasil, que ainda repercutem as decisões de política monetária anunciadas nesta semana pelo Federal Reserve (Fed) e pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Segundo Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad, o recuo da moeda nesta sexta foi impulsionado por uma realização de lucros após a disparada recente e por uma melhora marginal do cenário geopolítico global.

"O anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah e os sinais de normalização do tráfego no Estreito de Ormuz contribuíram para reduzir a demanda por proteção e manter o petróleo próximo de US$ 80 por barril", afirma.

O especialista ressalta, porém, que o movimento de baixa foi limitado pela perspectiva de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos por um período mais longo, reforçada pela comunicação mais dura do Fed.

No Brasil, os investidores seguem atentos aos próximos passos da política monetária. De acordo com Shahini, o mercado aguarda a divulgação da ata do Copom e novos dados de inflação na próxima semana. Para o analista, a combinação entre juros domésticos ainda elevados e um ambiente externo menos pressionado pela geopolítica ajuda a sustentar o real.

"Embora o cenário favoreça a moeda brasileira, as preocupações com a situação fiscal e os questionamentos recentes sobre a condução da política monetária continuam impedindo movimentos mais amplos de valorização", avalia.

Petróleo sobe após adiamento de acordo entre EUA e Irã, mas fecha semana em queda

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sexta em alta, em uma sessão marcada por forte volatilidade. As cotações chegaram a avançar pela manhã após o adiamento das negociações para um acordo de paz permanente entre Estados Unidos e Irã, provocado pela intensificação dos confrontos no sul do Líbano.

Ao longo do dia, porém, o mercado reduziu parte dos ganhos após a confirmação de um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. Perto do fechamento, os preços voltaram a subir.

O adiamento das negociações foi visto como um revés para os esforços americanos de encerrar o conflito e limitar o programa nuclear iraniano. Até o momento, não há previsão para o reinício das discussões.

Além das negociações diplomáticas, investidores seguem monitorando o futuro do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.

No fechamento, o contrato do petróleo Brent para agosto avançou 0,90%, a US$ 80,57 por barril, mas acumulou queda de 7,8% na semana. Já o WTI para o mesmo mês era negociado em alta de 0,91%, cotado a US$ 76,54 por barril no sistema eletrônico, enquanto os mercados americanos permaneciam fechados pelo feriado.

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