Dólar recua com plano dos EUA para encerrar guerra com o Irã
O dólar à vista abriu as negociações desta quarta-feira, 25, em leve queda frente ao real, em um movimento de ajuste após a alta registrada na véspera. Às 10h, a moeda americana recuava 0,49%, cotada a R$ 5,2284, acompanhando a melhora no apetite por risco no cenário internacional.
O alívio no câmbio ocorre em meio a expectativas de uma possível redução das tensões no Oriente Médio.
Apesar de autoridades iranianas negarem negociações diretas com os Estados Unidos, a divulgação de um plano de paz com 15 pontos pela imprensa americana ajudou a sustentar o otimismo dos mercados em relação a um eventual cessar-fogo, o que reduz a demanda global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
Segundo autoridades ouvidas pelo The New York Times, a proposta teria sido entregue por meio do Paquistão e inclui temas centrais como o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e a segurança de rotas marítimas estratégicas.
Mais cedo, por volta das 9h25, o dólar à vista chegou a cair para R$ 5,21. Em paralelo, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, registra ligeira alta de 0,17%, aos 99,40 pontos.a
Na avaliação de Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, o câmbio segue sensível ao cenário externo.
"O dólar opera em nível de refúgio, mas o real se beneficia de fluxos de investimento estrangeiro em ações e commodities, o que ajuda a sustentar a valorização das exportadoras e das grandes empresas listadas na B3", afirma.
Segundo Araújo, uma eventual escalada das tensões no Oriente Médio ainda pode pressionar a moeda americana e limitar o desempenho do mercado doméstico.
Na sessão anterior, o dólar encerrou em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,253, refletindo a busca por proteção diante das incertezas geopolíticas e da volatilidade externa. Ao longo do dia, a moeda chegou a oscilar entre a máxima de R$ 5,28 e a mínima de R$ 5,244.
O avanço recente do petróleo, que voltou a subir com força diante da persistência das tensões no Oriente Médio e de incertezas sobre negociações entre Estados Unidos e Irã, segue no radar dos investidores, por seu potencial de impacto inflacionário e sobre as expectativas para a política monetária global.
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