Dona da Zara lucra 6,2 bi de euros e prepara expansão de marcas no Brasil

Por Mitchel Diniz 12 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Dona da Zara lucra 6,2 bi de euros e prepara expansão de marcas no Brasil

A Inditex, gigante espanhola do varejo de moda e controladora da Zara, encerrou o exercício fiscal de 2025 com novos recordes de vendas e lucro, sustentada pela expansão internacional e pelo avanço do modelo omnichannel que integra lojas físicas e comércio eletrônico.

A receita líquida do grupo somou 39,9 bilhões de euros (cerca de R$ 247 bilhões), alta de 3,2% em relação ao ano anterior. Em moeda constante, o crescimento foi mais forte, de 7%, indicando avanço consistente da demanda global.

O lucro líquido atingiu 6,2 bilhões de euros (aproximadamente R$ 38,5 bilhões), aumento de 6% na comparação anual. Já o Ebitda alcançou 11,3 bilhões de euros (cerca de R$ 70 bilhões), crescimento de 5%, enquanto o Ebit somou 8 bilhões de euros (aproximadamente R$ 49,6 bilhões).

A rentabilidade também avançou. A margem bruta chegou a 58,3%, enquanto as despesas operacionais cresceram 2,8%, abaixo do ritmo das vendas — sinal de disciplina de custos.

Segundo o CEO da companhia, Óscar García Maceiras, o desempenho reflete a capacidade do grupo de se manter próximo do consumidor em diferentes mercados.

“Esses resultados refletem a capacidade das nossas equipes de honrar a confiança que milhões de clientes depositam diariamente em nossos oito formatos comerciais. Conectar-se com eles, entender seus desejos e oferecer o melhor produto e uma experiência diferenciada sustentam nossas expectativas de crescimento no longo prazo.”

Apesar dos resultados robustos, não foi um ano linear para a Inditex, com alguns trimestres ficando abaixo da expectativa, impactados pela concorrência chinesa e de recuperação na reta final de 2025.

A Inditex opera 5.460 lojas em 214 mercados, combinando presença física com plataformas digitais integradas.

O grupo reúne oito marcas globais de moda: Zara, Zara Home, Lefties, Pull&Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius e Oysho.

A Zara continua sendo o principal motor do grupo, com 28,1 bilhões de euros (R$ 174 bilhões) em vendas em 2025. Entre as demais marcas, destacam-se Bershka (3,3 bilhões de euros) e Stradivarius (3 bilhões de euros).

Do ponto de vista geográfico, Europa (ex-Espanha) responde por 51,3% das vendas, seguida pelas Américas (17,8%), Espanha (15,9%) e Ásia e outros mercados (15%).

Na região das Américas — que inclui o Brasil —, a companhia prepara uma nova etapa de expansão. Entre os planos anunciados está a chegada da marca Bershka ao Brasil, ampliando a presença do grupo no país e reforçando sua estratégia de crescimento na região.

As vendas online cresceram 4,8%, atingindo 10,7 bilhões de euros (R$ 66 bilhões), refletindo a estratégia digital do grupo.

A empresa terminou o exercício com posição de caixa líquido de 11 bilhões de euros (cerca de R$ 68 bilhões) e fluxo de caixa livre de 4,7 bilhões de euros (R$ 29 bilhões).

O conselho de administração propôs dividendo de 1,75 euro por ação (aproximadamente R$ 10,85), a ser pago em duas parcelas ao longo de 2026.

Para 2026, a companhia projeta continuidade da expansão, com crescimento de cerca de 5% na área comercial e investimentos estimados em 2,3 bilhões de euros (R$ 14,3 bilhões) voltados principalmente à modernização das lojas, integração tecnológica e fortalecimento das plataformas digitais.

A Inditex também informou que o novo exercício começou forte: as vendas das coleções de primavera-verão cresceram 9% em moeda constante entre fevereiro e início de março de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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