Dona de 'O Senhor dos Anéis' vai separar franquias em nova empresa
A Embracer Group anunciou um plano de reestruturação que prevê a separação de suas principais propriedades intelectuais, incluindo “O Senhor dos Anéis” e “Tomb Raider”, em uma nova holding independente chamada Fellowship Entertainment. O presidente da companhia, Lars Wingefors, afirmou que esses ativos estão “entre os mais subvalorizados da indústria”.
Segundo a Variety, a Fellowship Entertainment deve abrir capital na Nasdaq de Estocolmo em 2027, acompanhando um período que a empresa descreve como de “pipeline de produtos significativamente mais forte”.
Em carta aos acionistas, Wingefors explicou que a nova companhia será reposicionada como uma empresa de entretenimento orientada por propriedades intelectuais, com foco em publicação, licenciamento e desenvolvimento de marcas como “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit”, “Tomb Raider” e “Kingdom Come: Deliverance”.
“Os ativos da Fellowship Entertainment estão entre os mais subvalorizados do setor, e considero meu dever, como maior acionista, criar uma estrutura que permita desbloquear todo o seu potencial”, afirmou o executivo.
Nova unidade dedicada
Como parte da reorganização, a Fellowship contará com uma nova unidade dedicada a propriedade intelectual e licenciamento, segundo a Variety. Entre os ativos sob esse guarda-chuva estará a Dark Horse, editora de quadrinhos e produtora de cinema responsável por franquias como “O Máskara”, “Sin City” e “Hellboy”.
O atual CEO da Embracer, Phil Rogers — que assumiu o cargo em 2025 —, passará a liderar a Fellowship Entertainment como diretor-executivo do grupo.
Já a Embracer, que ainda vai nomear um novo CEO, concentrará suas operações em jogos para dispositivos móveis, PC e consoles, além de distribuição física de games, colecionáveis e filmes, por meio do selo Plaion Pictures, segundo a Variety.
A decisão de desmembrar a nova companhia ocorre após a Embracer realizar, com sucesso, a separação de outros negócios, como a Asmodee — editora e distribuidora de jogos de tabuleiro — e a desenvolvedora Coffee Stain, ambas listadas de forma independente em 2025.
Nos últimos anos, a Embracer passou por um processo de reestruturação após uma agressiva estratégia de aquisições durante a pandemia, quando incorporou diversas empresas, incluindo a Dark Horse, em 2021, e as detentoras de “Tomb Raider” (Crystal Dynamics) e “O Senhor dos Anéis” (Middle-earth Enterprises) em 2022 — esta última adquirida por US$ 395 milhões.
Momento da empresa
Em 2023, a companhia promoveu cortes que atingiram cerca de 8% de sua força de trabalho global, equivalente a aproximadamente 1,4 mil empregos, além de fechar e vender estúdios, após o colapso de um acordo estimado em US$ 2 bilhões com um parceiro internacional.
No quarto trimestre, a Embracer registrou lucro operacional ajustado de US$ 38,3 milhões (SEK 360 milhões), superando as expectativas do mercado. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de até US$ 80 milhões (SEK 750 milhões), com duração prevista até março de 2027.
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