Dow Jones renova recorde apesar de recuo do S&P 500 e Nasdaq

Por Da Redação 11 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Dow Jones renova recorde apesar de recuo do S&P 500 e Nasdaq

As principais bolsas de Nova York tiveram desempenho misto no fechamento desta terça-feira, 11, em um pregão marcado por cautela dos investidores diante de sinais de enfraquecimento do consumo nos Estados Unidos e da expectativa por indicadores econômicos relevantes ao longo da semana.

O Dow Jones destoou do restante do mercado e encerrou o dia em alta, renovando seu recorde histórico. O índice avançou 0,1%, com ganho de 52 pontos, após alcançar mais uma máxima intradiária ao longo da sessão — movimento que dá sequência à trajetória iniciada na semana passada, quando superou pela primeira vez o patamar de 50 mil pontos.

Já o S&P 500 recuou 0,3%, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,6%, pressionados principalmente por ações de tecnologia e do setor financeiro.

O desempenho negativo veio após a divulgação de dados de vendas no varejo abaixo do esperado, que mostraram estagnação dos gastos dos consumidores em dezembro, frustrando projeções de crescimento e reforçando preocupações sobre a força da economia americana.

Varejo e IA em queda

No setor de varejo, papéis de grandes redes estiveram entre as maiores quedas do dia, refletindo a leitura mais cautelosa sobre o consumo. Entre elas, ficaram Costco (-2,64%) e Walmart (-1,75%). A Coca-Cola também perdeu 1,49%, depois de uma reação negativa do mercado aos resultados trimestrais da companhia.

A fraqueza também se espalhou para ações ligadas à tecnologia financeira, em meio ao anúncio de uma nova ferramenta de planejamento tributário baseada em inteligência artificial, o que acentuou temores sobre o impacto da IA nos modelos de negócio do setor.

Segundo estrategistas de mercado, o ambiente segue marcado por uma rotação de investimentos, com busca por áreas consideradas mais protegidas dos efeitos da inteligência artificial, enquanto segmentos como tecnologia e finanças enfrentam maior pressão.

No mercado de renda fixa, os títulos do Tesouro americano avançaram, levando os rendimentos dos papéis de dez anos ao menor nível em cerca de um mês.

O movimento foi impulsionado pela leitura de que os dados mais fracos do varejo fortalecem as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) nos próximos anos. Ainda assim, esse cenário não foi suficiente para sustentar novas máximas no S&P 500.

Analistas avaliam que, após uma valorização expressiva, o índice amplo das ações americanas entrou em um período de consolidação, refletindo o equilíbrio entre o otimismo com os resultados corporativos e as dúvidas sobre o ritmo da atividade econômica.

O foco dos investidores agora se volta para os próximos indicadores, especialmente o relatório de empregos e o índice de preços ao consumidor, que devem ajudar a calibrar as expectativas para a política monetária.

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