E se a Guerra no Irã acabasse? Veja como ficariam juros e bolsas globais

Por Ana Luiza Serrão 12 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
E se a Guerra no Irã acabasse? Veja como ficariam juros e bolsas globais

O fim da guerra no Irã pode acelerar um movimento que hoje ainda parece distante para boa parte do mercado: o início dos cortes de juros pelo banco central dos Estados Unidos, Federal Reserve (Fed).

A avaliação do diretor-gerente e chefe da área de ações aplicadas do Morgan Stanley, Andrew Slimmon, é de que o Fed pode começar a cortar as taxas seis meses após o encerramento do conflito.

E, se houver uma estabilização duradoura, "os cortes podem vir até o fim deste ano", disse ao Business Insider.

Mas os investidores seguem cautelosos diante da combinação entre guerra, inflação e dados econômicos mais fortes do que o esperado, especialmente após o relatório de empregos de abril dos EUA, Payroll.

Ele mostrou criação de vagas acima das projeções, o que reforçou a percepção de que o Fed ainda não tem pressa para afrouxar a política monetária. As apostas de manutenção dos juros até dezembro subiram de 70% para 74%.

Juros: mercado não vê cortes próximos

O ceticismo pode virar, ainda, combustível para uma nova rodada de alta nos mercados globais, na avaliação do executivo, pois os ativos de risco tendem a reagir com mais força quando o Fed surpreende investidores.

Slimmon afirmou que o mercado hoje, praticamente, não trabalha com múltiplos cortes de juros no horizonte próximo. As apostas têm, inclusive, uma possibilidade maior de alta de juros daqui a um ano do que de redução.

Paz ainda parece distante no Oriente Médio

Desde abril, anúncios de progresso para o fim da guerra foram diversas vezes acompanhados por novos ataques e ameaças militares, o que dificultou uma estabilização mais duradoura do mercado.

A percepção dominante em Wall Street é que basta uma nova escalada militar para mexer com o petróleo. Na manhã desta segunda-feira, 11, a alta da commodity era de 2%, reacendendo pressões inflacionárias.

Caso o petróleo continue pressionado, o custo da energia pode contaminar outros setores, dificultando justamente o espaço para cortes de juros.

Mercado precisa de corte nos juros

As bolsas estadunidenses renovaram máximas históricas com o desempenho de gigantes de tecnologia e pela resiliência da economia no país, gerando a dúvida se o mercado precisa, de fato, de cortes nos juros para subir.

Slimmon acredita que sim, embora não imediatamente. Para ele, nos próximos meses, os mercados devem monitorar três pontos: as negociações de paz, a inflação nos EUA e sinais de cortes de juros pelo Fed.

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