Ela transformou o presente de uma vizinha em uma das maiores empresas de produtos para bebês dos EUA
A história da americana Chelsea Hirschhorn começa com um presente improvável: um aspirador nasal sueco para bebês, dado por uma vizinha. Anos depois, esse pequeno objeto virou a base de um império.
Hirschhorn é hoje CEO da Frida, empresa americana de produtos para fertilidade, gravidez e bebês, eleita uma das "Changemakers" de 2025 pela CNBC.
Antes de fundar a empresa, Hirschhorn trabalhava como advogada especializada em falências. Quando recebeu o aspirador nasal de presente, percebeu o potencial do produto, comprou a empresa da vizinha que o vendia e lançou a Frida em 2014. A escolha estratégica que diferencia seu modelo de quase todas as startups americanas é uma só: ela construiu a empresa sem buscar capital de risco.
Em entrevista à CNBC, Hirschhorn afirma que sua filosofia de liderança é justamente o contrário do que o Vale do Silício celebra.
A estratégia vencedora: ir contra a corrente
Para Hirschhorn, a maior vantagem de liderar de forma menos convencional é construir a empresa sem pressa artificial. Crescimento rápido nunca foi o objetivo da Frida. Em vez de buscar rodadas de investimento que exigissem expansão acelerada, a CEO optou por crescer com o próprio caixa, mantendo decisões estratégicas nas mãos da família.
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"Sentir-me confortável em ir contra a corrente tem sido uma constante na minha trajetória como fundadora", conta. Para ela, essa postura ajudou a Frida a evitar erros que startups financiadas costumam cometer ao priorizar velocidade sobre qualidade.
A escolha exigiu coragem. Antes de fundar a empresa, Hirschhorn se descrevia como avessa a riscos. "Profissionalmente sou ambiciosa, mas precisei de muito incentivo do meu marido, que hoje é presidente da Frida, para deixar a advocacia e dar esse passo."
Como a liderança dela evoluiu com o tempo
No começo da Frida, Hirschhorn liderava com foco quase exclusivo em bater metas e atingir marcos de crescimento. "Eu liderava com a expectativa de que outras pessoas seguissem meu exemplo em termos de rigor, ética de trabalho e comprometimento", conta.
Com os anos, seu estilo mudou. Hoje ela se descreve como empática e transparente, e diz que sua liderança é "informada pela fase da vida em que está". Mãe trabalhadora, Hirschhorn afirma estar atenta à dinâmica que mulheres em posição de gestão enfrentam.
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Por isso, decidiu oferecer à equipe da Frida benefícios incomuns no mercado: manicures, cortes de cabelo semanais e outras formas de cuidado pessoal pagas pela empresa. "Vistos de fora, esses benefícios podem não parecer tão significativos. Mas representam meu compromisso em priorizar o bem-estar."
Por que essa filosofia importa para líderes hoje
A história de Hirschhorn aponta para uma mudança cultural maior: cada vez mais executivos americanos questionam o modelo de "crescer a qualquer custo". Em um mercado que glorificou unicórnios e demitiu massivamente em 2025 e 2026, estratégias de crescimento sustentável estão sendo revistas dentro e fora do Vale do Silício.
Para Hirschhorn, liderar de forma diferente é o que separa quem constrói com calma de quem implode com pressa. "Praticidade não é falta de ambição. É forma de construir algo que dure."
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