Eleição direta ou indireta no RJ: STF julga impasse após renúncia de Castro

Por Estela Marconi 6 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Eleição direta ou indireta no RJ: STF julga impasse após renúncia de Castro

A Supremo Tribunal Federal (STF) julga na quarta-feira, 8, o modelo de eleição para o mandato-tampão ao governo do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro.

O debate opõe duas possibilidades: a realização de eleição direta ou a escolha indireta pelos deputados estaduais.

Quatro ministros já se manifestaram publicamente a favor do voto direto, mas ainda não há maioria consolidada. Nos bastidores, integrantes da Corte avaliam que o desfecho dependerá dos votos de Dias Toffoli, Luiz Fux e do presidente do tribunal, Edson Fachin, segundo O Globo.

O caso chegou ao plenário após decisão do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu a eleição indireta prevista em lei estadual e determinou o julgamento conjunto das ações sobre o tema.

Antes da interrupção, havia maioria no plenário virtual para validar pontos da legislação aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, como o voto secreto e o prazo de 24 horas para desincompatibilização.

A divergência foi aberta por Alexandre de Moraes, que defendeu a eleição direta — posição acompanhada por Gilmar Mendes, Flávio Dino e pelo próprio Zanin.

Com o destaque do processo, o placar foi zerado, permitindo que todos os votos sejam revistos. A expectativa é de que negociações internas ganhem intensidade nos próximos dias diante da falta de consenso.

Calendário eleitoral e impacto político entram no debate

Além da disputa jurídica, ministros consideram o impacto político e operacional da decisão. Parte da Corte avalia que eleições diretas são mais adequadas diante da vacância do cargo, garantindo participação popular.

Outra ala, porém, aponta dificuldades logísticas. Segundo esse grupo, a organização de uma eleição direta pode levar de 100 a 130 dias, o que poderia coincidir com o calendário das eleições gerais de 2026.

O caso também envolve uma ação apresentada pelo Partido Social Democrático, legenda do ex-prefeito Eduardo Paes, que defende a realização de voto direto.

Governo interino e cenário inédito

Com a renúncia de Castro e a ausência de vice, o comando do estado foi assumido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.

O julgamento ocorre em um contexto inédito no estado e pode definir se o eleitor fluminense participará diretamente da escolha do próximo governador ou se a decisão ficará restrita à Alerj.

Nos bastidores, a avaliação é de que o resultado tende a ser apertado, refletindo a divisão já exposta entre os ministros.

*Com o Globo

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