Eles estão cronicamente online: como o excesso de telas afeta a saúde mental dos jovens

Por Victoria Rodrigues 18 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Eles estão cronicamente online: como o excesso de telas afeta a saúde mental dos jovens

Ser cronicamente online é a piada mais recente entre a geração Z. E não sem motivo. Os jovens têm acumulado horas de tela e todos os memes estão na ponta da língua. No entanto, essa presença online tem causado um impacto negativo na saúde mental. De acordo com a OMS, um em cada cinco adolescentes enfrentam problemas com a saúde mental.

Dados do livro Promoção da saúde: Perspectivas integradas, publicado pela editora Aurum em 2025, corroboram com a Organização. De acordo com o estudo, que reúne pesquisas e artigos científicos, a cultura digital e as redes sociais têm contribuído para os surgimentos de transtornos psicológicos.

Especialistas afirmam que o alto tempo de tela e exposição frequente às redes sociais são responsáveis por causar ansiedade, depressão, solidão e dependência digital, principalmente no público jovem.

A validação digital virou necessidade emocional

Parece que a internet foi feita para gerar sentimentos de comparação e pressão constante por desempenho. Isso porque, nas redes sociais, as pessoas estão expostas a conteúdos sobre uma vida perfeita, corpos sem defeitos e trabalhos impecáveis. Especialistas afirmam que isso gera um ciclo de autocrítica e frustração, pois a realidade do usuário raramente corresponde às vidas exibidas nas telas.

Além disso, as plataformas medem o nível de popularidade de seus usuários, o que incentiva a busca por validação. Segundo os pesquisadores, em uma rede em que o valor humano é medido por nível de engajamento, curtidas e comentários, a aceitação digital se tornou uma necessidade emocional.

Impactos neurológicos e cognitivos

O uso contínuo de redes como TikTok e Instagram, conhecidas por seus vídeos curtos, tem afetado o sistema de recompensa mesolímbico, área do cérebro responsável pela resposta de recompensa ao final de uma tarefa, como uma dependência química. Ou seja: quanto mais são consumidos, mais o sistema neurológico sente a necessidade de consumir.

Isso reflete na sensação de ainda estar cansado assim que acorda, déficits de atenção e irritabilidade. Além de ser causa de 35% dos diagnósticos de ansiedade analisados pelo estudo.

Sendo assim, o uso excessivo de telas afeta diretamente a capacidade de regulação das emoções. A recomendação dos especialistas é o uso consciente e crítico das redes, especialmente em relação às comparações com as falsas realidades postadas.

Cuidar da saúde mental é uma necessidade

Em uma rotina marcada por excesso de estímulos, comparação constante e busca por validação digital, aprender a estabelecer limites no uso das redes e desenvolver uma relação mais saudável com o ambiente online é fundamental para preservar o bem-estar emocional.

Compreender os impactos do tempo de tela, reconhecer sinais de ansiedade e dependência digital e adotar hábitos mais conscientes pode fazer diferença direta na qualidade de vida, no foco e no equilíbrio emocional.

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